Toto Wolff garantiu que não pretende deixar o cargo de chefe de equipe da Mercedes, apesar de ter vendido parte de sua participação acionária. A venda de 15% de sua fatia de 33,3% poderia sugerir uma possível saída estratégica para o dirigente de 53 anos, mas ele afirma que essa interpretação está equivocada.
Wolff explica por que vendeu parte de sua participação na Mercedes F1
Além de chefe de equipe e CEO, Wolff também é acionista — posição que ocupa desde 2013, quando comprou 30% da Mercedes. Em 2021, aumentou sua fatia para 33,3%, igualando-se à INEOS. Agora, ele vendeu uma pequena parte de sua holding para George Kurtz, CEO da CrowdStrike, por cerca de US$ 300 milhões, o que dá a Kurtz aproximadamente 5% da equipe de Fórmula 1.
A movimentação levantou especulações sobre uma possível saída ou futura venda de ações, mas Wolff foi categórico: “Não tenho planos de vender a equipe nem de deixar meu cargo. Estou em um ótimo momento, estou me divertindo, e enquanto eu sentir que estou contribuindo — e que os outros também veem isso — não há motivo para pensar em outra direção”, disse após o GP de Las Vegas.
Ele destacou ainda que a venda tem um propósito estratégico: “Vendi parte das ações da minha empresa de investimentos para o George, que é piloto, empreendedor de tecnologia e vai nos ajudar a expandir nossa presença no mercado americano. Foi só por isso.”
A transação avalia a Mercedes em cerca de US$ 6 bilhões, um salto expressivo em comparação à última década e um reflexo do crescimento da própria Fórmula 1.