Lucas di Grassi falou sobre seu carro-conceito elétrico de design próprio, confirmando que o veículo será capaz de ser “11 segundos” mais rápido que a Fórmula 1 na prova em Mônaco, usando sua capacidade máxima.
O atual piloto da Lola Yamaha ABT na Fórmula E passando o verão projetando o carro conceito, tudo isso antes de mostrar ao público o resultado final.
Para desenvolver sua concepção revolucionária, o brasileiro contou com o apoio da Lola Cars, com o projeto apresentando aerodinâmica ativa e variável, tendo design modular de bateria e integração de software aberto.
O objetivo final do piloto era prova que seria possível ser mais rápido que um carro de Fórmula 1 com os materiais e tecnologias disponíveis atualmente, algo que parecia inalcançável.
Nomeado como DGR-Lola, as simulações mostraram no Circuito de Mônaco, podendo parecer consideravelmente mais rápido que um veículo de F1, gerando grandes quantidades de força em qualquer velocidade.
O carro ainda conta com tração nas quatro rodas, com 600 kW (804 cv) de potência provenientes de dois motores, além de ser alimentado por uma bateria modular totalmente integrada de 60 kWh.
Além de conseguir o apoio da Lola Cars e suas instalações em Silverstone, a LamTec de Sebastian Lamour sendo o responsável pelo CAD, com as renderizações produzidas pela Chris Paul Design e as simulações de Dinâmica dos Fluidos Computacional (CFD) foram realizadas pela Airshaper.
“Com a força descendente máxima, e a força descendente que eu assumi que tem o potencial máximo é de 15 kilonewtons, ou seja, 1,5 toneladas, o que ainda é conservador em relação aos números que obtivemos, pelo menos da ideia que McMurtry apresentou, de que o carro pode chegar a duas toneladas. Então são 2000 quilos. Eu assumi 1,5, mas acho que o carro pode fazer mais com 1,5 e removendo os módulos, os módulos da bateria, da lateral, reduzindo cerca de 200 quilos do carro, o carro pode ser 11 segundos mais rápido que um F1”, respondeu di Grassi à imprensa.