Conhecido por ter tido uma curta passagem pela Fórmula 1, Robert Doornbos conseguiu correr com a Red Bull em três circuitos antes de se despedir oficialmente da principal categoria automobilística do mundo, em 2006. Contudo, pouco tempo depois, conseguiu atuar como piloto de testes, mas sem retornar ao grid principal, o que lhe deu a chance de atuar como comentarista automobilístico e apto à falar sobre diversos temas da modalidade, incluindo a negociação falha da Mercedes com Max Verstappen, porém é inevitável que receba ataques na internet por conta disto.
Durante uma entrevista a um podcast, Doornbos, declarou que o “conto de fadas” entre Max Verstappen e a Red Bull estava prestes a acabar. O neerlandês referiu-se ao interesse da Mercedes em fechar com tetracampeão mundial, principal opção para Max, caso realmente quisesse dar um novo rumo na sua carreira. Contudo, durante uma entrevista no Grande Prêmio da Hungria, o holandês decidiu se pronunciar sobre os rumores e confirmou que permaneceria na equipe austríaca em 2026, fazendo com que Robert declarasse que essa não era a impressão dada durante os últimos tempos.
“Estou trabalhando como analisa de televisão por quase 12 anos. Você não vai acertar sempre. Estava firmemente convencido de que iria acontecer. As conversas foram intensas; do contrário, a Mercedes já teria confirmado a dupla de pilotos. Toto Wolff tentou de tudo para convencer Max a mudar de equipe”, declarou Doornbos em entrevista ao site Motorsports dos Países Baixos.
O comentarista ainda utilizou o espaço para rebater os comentários ofensivos que tem recebido nas suas redes sociais, principalmente após Verstappen confirmar sua permanência na Red Bull para a próxima temporada. Doornbos falou que estava aberto as críticas, porém recebeu ataques que passaram do ponto.
“Ninguém esperava. Há tantas coisas rolando nos bastidores que é impossível prever. Queria explicar isso para as pessoas que estão reagindo agressivamente nas redes sociais. Não estou inventando nada: falei com essas pessoas, sei que as conversas estão acontecendo. Críticas são ok, insultos não ajudam ninguém. Vou continuar compartilhando minha opinião. Se não gostam, não precisam me seguir”, comentou sobre os xingamentos recebidos.
Falando sobre as novas regras que serão impostas a partir de 2026, Robert acredita que a Mercedes deverá retornar ao topo da categoria, principalmente se levar em consideração o histórico da equipe no início da era híbrida, em 2014, quando dominou as pistas e que caso a escuderia de Toto Wolff bata a “sua porta” é melhor aproveitar.
“A Mercedes normalmente começa forte em épocas de novas regras de motores, como na troca para os híbridos, em 2014. Basicamente, você tem mais chances com uma montadora do que com uma equipe privada, sem um longo histórico de motores. A Red Bull ganhou experiências, mas ainda veremos se foi o suficiente. Se a Mercedes bater na porta, você precisa considerar seriamente”, comentou.
Doornbos decidiu comentar qual será a melhor saída para a Redc Bull fazer com que Max Verstappen permaneça até o fim de seu contrato, em 2028: dar-lhe um carro competitivo.
“Ele tem uma forma de sair se o projeto falhar. Não é sobre lealdade: a F1 é dura e, com o talento de Verstappen, você sempre quer estar no carro mais rápido. Eles sabem que Max vai sair se não derem a ele as ferramentas certas. Mantê-lo no pelotão intermediário por três anos não seria bom. Se ele conseguir um carro melhor em outro lugar, a mudança é óbvia. E ainda acho que a Mercedes pode oferecer isso a ele”, finalizou.