Após 12 anos de união e seis títulos mundiais conquistados, Lewis Hamilton se despediu da Mercedes para realizar o sonho de vestir o macacão vermelho da Ferrari, podendo ser a última equipe do britânico de 40 anos, no grid principal da Fórmula 1. Porém, mesmo com todo esse retrospecto positivo, o heptacampeão não foi unanimidade em Maranello.
Em janeiro de 2024, antes do início da temporada da Fórmula 1, a Ferrari anunciou a chegada de Hamilton, em um contrato de dois anos, com possibilidade de renovação. No entanto, a contratação dos sonhos da equipe alemão está atuando bem abaixo do desejado.
Chegando com a expectativa de lutar por vitórias e títulos, o britânico ainda não conseguiu conquistar um pódio com a Ferrari e amarga a sexta posição no Campeonato Mundial de Pilotos.
A situação anda tão difícil para o britânico, que após o fim do classificatório que definiria o grid do GP da Hungria, ele comentou que era “inútil”, após ser eliminado na qualificação em 12º, enquanto seu companheiro de equipe, Charles Leclerc ocupava a pole position.
“A Ferrari provavelmente precisa trocar de piloto”, declarou o heptacampeão mundial, soltando sua frustração.
Embora essa opção sendo praticamente improvável de ocorrer, principalmente com os rumores de que o atual acordo entre Hamilton e a Ferrari existe uma clausula de renovação, caso o piloto deseje ficar por mais um ano, o contrato é estendido até 2027. Porém, o ex-piloto da Ferrari, Arturo Merzario, declarou que muitos membros da equipe Maranello não apoiaram a chegada do britânico.
“Na minha opinião, a chegada de Hamilton a Maranello foi uma operação comercial. Até onde eu sei, 90% dos funcionários da Ferrari não aprovaram essa decisão. E então, quando um motorista não se sente valorizado ou parte integrante do grupo para atingir um objetivo, ele perde a motivação”, declarou o italiano, comentando que não existe motivo para o desespero de Hamilton de ganhar décimos, se não irá largar no pelotão de frente.
Mesmo com a critica, Merzario não está convencido de que essa parceria seja encerrada em breve, acreditando que Hamilton e Ferrari podem sim dar certo, bastando encontrar apenas uma nova motivação para seguirem.
“Ainda não acabou. Ele está apenas esperando a oportunidade certa. Ele só arriscará quando necessário, não por uma oitava posição. Até porque, se ele quisesse sair, encontraria outra equipe. Hamilton já mostrou o que vale. Não é o caso de Charles Leclerc. Charles ainda precisa provar que é um campeão”, declarou o técnico de 82.
Quando questionado sobre as falas de Hamilton sobre si mesmo, onde repete ser “inútil”, o italiano declarou que entende a situação, mas parece algo irônico visto que o britânico é detentor de sete títulos mundiais.
“Essa declaração foi um pouco irônica para mim, mas, é claro, essa posição não é aceitável para um heptacampeão mundial. Parece-me que Lewis se sente como alguém que foi destruído pela Ferrari”, finalizou.