Após cinco temporadas como titular na Fórmula 1, Yuki Tsunoda ficará fora do grid em 2026. O japonês tornou-se a mais recente vítima da situação crônica da Red Bull em sua segunda vaga, constantemente disputada ao longo dos anos.
Segundo o consultor Helmut Marko, a diferença média entre Tsunoda e Max Verstappen era grande demais, motivo pelo qual Isack Hadjar foi promovido à equipe principal de Milton Keynes, enquanto o japonês assumirá o papel de piloto reserva.
Tsunoda se manifestou após “rebaixamento” dentro da equipe
Tsunoda revelou que recebeu a notícia após o GP do Catar, exatamente como a Red Bull havia informado: “Fui avisado logo depois da corrida. Foi o Helmut quem conversou comigo. Foi difícil, mas, surpreendentemente, estou bem: no dia seguinte, pedi o mesmo café da manhã e a mesma comida. Talvez ainda não tenha percebido totalmente que esta será minha última corrida até o fim de 2026, mas foi assim que aconteceu. Acho que vou sentir o peso disso só depois de Abu Dhabi.”

Ele acrescentou: “Terei uma perspectiva diferente em 2026; é a primeira vez na minha carreira que não estarei competindo. Vou poder observar o que cada piloto faz e talvez aprender coisas que nunca imaginei. Isso me anima. E, se surgir uma chance, vou agarrá-la com unhas e dentes.”
Tsunoda afirmou ainda que despertou o interesse de outras equipes, sem especificar se eram da F1. No entanto, disse que não pôde avançar em conversas por estar preso ao contrato com a Red Bull: “Não tive escolha; meu contrato ainda estava ativo e não me permitia negociar com outras equipes. Havia interessados, mas eu não podia falar.”