Um dos principais esportes do planeta, o automobilismo segue sendo ausência na disputa dos Jogos Olímpicos, competição mundial disputada de quatro em quatro anos. Com 48 modalidades com diversas subcategorias, é certo que a Fórmula 1 ou qualquer esporte a motor nunca terá espaço no torneio. O tema tem se tornado assunto desde 2012.
Segundo o site Olympics.com, página oficial dos jogos, a Carta Olímpica declara que: “esportes, disciplinas ou eventos em que o desempenho depende essencialmente de propulsão mecânica não são aceitáveis”. Ou seja, o conceito da Olímpiada é uma competição entre atletas e não equipamentos.
Desde janeiro de 2012, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) é reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), como uma federação esportiva. Contudo, mesmo com essa ligação entre as entidades, qualquer possibilidade do esporte entrar no calendário foi acabando aos poucos, ficando de fora das edições de: Londres (2012), Rio de Janeiro (2016), Tóquio (2020) e em Paris (2024).
Meses após a FIA e o COI assinarem o reconhecimento, em julho do mesmo ano, Jacques Rogge, na época presidente do COI, as vésperas da Olímpiada de Londres, declarou que respeitava as corridas de carro, mas que elas não deveriam ser incluídas no programa por não ser uma competição de atletas.
Outro detalhe da crítica fica por conta da logística durante a competição, visto que seria muito trabalho para pouco tempo de disputa. Na época, as declarações não foram bem recebidas pela FIA, na época, presidida por Jean Todt.
Carta Olímpica impediria o ingresso na disputa
Existe ainda a questão da Carta Olímpica, que impede qualquer categoria automobilística, pelo menos no atual formato, como consta na Regra 52 do documento.
Apesar da FIA divulgar que existem 242 membros de clubes de automobilismo e atuar em 147 países, no site constam apenas 33 competições oficiais e credenciadas pela federação.