Ex-companheiro de equipe de Lewis Hamilton na Mercedes, George Russell revelou como ele e o heptacampeão mundial foram proibidos de realizar um experimento de mergulho em golfinhos por um inspetor de segurança do trabalho.
Em 2022, o Mercedes W13 foi um dos veículos mais afetados pelo efeito de oscilação vertical (porpoising), tendo o desing sem sidepods justificando ser inclinado ao fenômeno, que atingiu as equipes de surpresa durante os testes de pré-temporada.
Algumas alterações foram feitas durante a temporada de 2022, porém apenas após o Grande Prêmio do Azerbaijão, quando Hamilton saiu cuidadosamente do cockpit após finalizar a prova em quarto por conta de um formigamento nas costas, teve uma noção dos trancos.
Logo após, Russell, que terminou em terceiro e Hamilton, decidiram colocar um engenheiro sênior no simulador da Mercedes, porém o britânico que permaneceu na equipe para 2025, explicou as normas de saúde e segurança que impediram a ideia de ser colocada em prática.
“Ah, sim, para ser honesto, são carros brutais. Temos um equipamento que faz simulações de voltas, reproduzindo os movimentos da suspensão do lado do chassi, e Lewis e eu queríamos colocar um de nossos principais projetistas neste carro para fazer uma simulação de Baku. (Objetivo era) Mostrar o quão agressivo era o salto dos golfinhos, e o responsável pela saúde e segurança disse que era muito perigoso, então isso dá uma ideia da situação”, iniciou sua explicação durante a coletiva de imprensa.
“Você fica dirigindo por uma hora e meia, tremendo por todo o corpo, nas costas, nos olhos. Lembro-me do primeiro ano em Las Vegas, eu não conseguia ver as placas de sinalização de frenagem porque o carro estava batendo no chão com tanta força, eu estava a 386 km/h, e simplesmente não conseguia enxergá-las. Conversei com alguns pilotos e metade do grid era igual, então sim, fico feliz que estejamos nos afastando disso”, finalizou George.