A desavença pós-corrida no Grande Prêmio da Itália foi bastante intensa, principalmente em relação à situação da McLaren, onde deu preferência para Lando Norris, mandando Oscar Piastri ceder sua posição para o companheiro, após o britânico ter tido um pit stop lento e o australiano explorou a situação para usurpar o segundo lugar do companheiro.
Inicialmente, Piastri demonstrou incerteza de seguir a solicitação da equipe, mas ao fim, decidiu ceder a posição para o companheiro, o que chamou atenção de todos que acompanharam a situação.
O fato de Piastri e Norris estarem disputando o título do Campeonato Mundial, qualquer decisão que a McLaren tomar, ganhará grande proporção no mundo automobilístico, visto que essas mudanças podem mexer diretamente na classificação.
Quem decidiu opinar sobre a situação foi Toto Wolff, chefe da Mercedes, que foi questionado pelos jornalistas em Monza, que já teve experiências em disputas internas.
“Boa pergunta. Não existe certo ou errado em si. E estou curioso para ver como isso vai terminar. Eles estabeleceram um precedente que será muito difícil de quebrar . O que aconteceria se a equipe cometesse outro erro e fosse preciso trocar de piloto? Da mesma forma, porém, não é certo perder pontos para um piloto que está tentando se recuperar por causa de um erro da equipe. Então, acho que teremos a resposta para saber se foi certo ou errado no final da temporada, quando as coisas esquentarem”, declarou Wolff.
O chefe da Mercedes explicou que considera Norris e Piastri pessoas diferentes, quando comparado com Hamilton e Rosberg em 2016.
“Eles eram dois lutadores ferozes que não faziam prisioneiros. Eles corriam um contra o outro. Às vezes, era muito difícil para a equipe administrar. Não vejo essa atitude”, finalizou o Wolff, quando comparado sobre a situação da McLaren.