Com 12 pontos de desvantagem, Max Verstappen chega à decisão do Mundial de Fórmula 1 em Abu Dhabi como o maior ameaça a Lando Norris. Porém, quem acompanhou a coletiva conjunta na última quinta-feira (4), dificilmente perceberia isso. O tetracampeão exibiu calma absoluta, quase alheio ao clima de provocação pré-corrida.
Enquanto Norris e Oscar Piastri insistiam em tratar Abu Dhabi como “apenas mais um fim de semana”, Verstappen parecia encarar tudo com extrema leveza. Entre as respostas dos pilotos da McLaren, ele mexia no celular, brincava com Norris e dava declarações curtas — muitas delas sem relação direta com a disputa pelo título.
“O troféu é o mesmo, eu já tenho quatro”, resumiu o holandês, após mais de 20 minutos de conversa sobre o prêmio exposto ao lado dos três postulantes. “Um quinto seria legal, mas a minha assinatura já está lá. É igual.”
Verstappen: Entre GT3 com sua equipe, simuladores e tempo em família
O piloto explicou que mantém uma postura tranquila porque já alcançou tudo o que sonhava: “Claro que você sempre quer vencer, mas já conquistei tudo o que sempre quis, e o resto é bônus. Eu simplesmente adoro competir.”
Muito diferente de 2021, quando a pressão o consumia, Verstappen diz não ver mais esse peso. Sua preparação desde o Catar reforça esse discurso: “Passei um tempo com minha filha, resolvi coisas para minha equipe de GT3, para meu time de simulação… Coisas simples antes de vir para cá.”

Em Abu Dhabi, ele está sem os pais. Jos disputa um rali histórico na África, e Sophie ficou em casa. Verstappen tratou a situação com humor: “Não planejamos nada disso, certamente não planejei ainda estar na disputa! Depois de Zandvoort, cancelamos tudo.” Ele contou ainda que a mãe mantém apenas um ritual: acender uma vela antes de cada fim de semana.
Sobre as manifestações emocionais e os votos de boa sorte comentados por Norris e Piastri, Verstappen rebateu: “Não somos assim. Eles sabem que dou tudo no carro. Falamos de outras coisas. Não preciso de motivação. Mas eles me apoiam.”