Principal novidade da temporada de 2025, a ida de Lewis Hamilton para Ferrari não aconteceu como esperado. Quando assinou com a equipe de Maranello, o piloto esperava chegar à Abu Dhabi brigando por algo importante como o título, mas o ano se mostrou bem mais complicado o que o imaginado.
Brigar por um título de pilotos talvez seja um pensamento muito avançado para quem ainda passaria por uma adaptação, mas o campeonato obrigou a Scuderia e o britânico a encararem uma dura realidade: lutar pela sexta posição contra o novato da Mercedes, Kimi Antonelli, que está com apenas dois pontos de desvantagem do heptacampeão mundial.
Com isso tudo ocorrendo na temporada, Hamilton será apenas mais um telespectador na batalha final pelo título entre Lando Norris e Oscar Piastri, da McLaren e Max Verstappen, da Red Bull. Quando questionado pelos jornalistas sobre o que acha desta reta final de campeonato, o britânico não se aprofundou no tema.
“Não daria conselhos a ninguém; eles são meus rivais. Então, provavelmente mentiria para eles. Não torcerei para ninguém além de mim mesmo e deste time”, brincou Hamilton, sem se importar com a presença de Norris junto.
Hamilton decidiu então relembrar das conquistas de 2008 e 2014, comentando sobre a sensação que é se tornar campeão e o fato de esperar tanto tempo para vencer novamente. O britânico ainda alfinetou o então chefe da F1, Bernie Ecclestone, que pensou em dobrar a pontuação na última prova, para manter a disputa viva.
“Acho que eles não estão se sentindo como eu me sentia. Lembro que já faz muito tempo desde meu primeiro título, em 2008. Sei com certeza que fiquei muito nervoso na primeira vez. Mas a espera pelo segundo foi longa, e em 2014 eu não conseguia dormir, principalmente porque alguém tentou introduzir novas regras para potencialmente mudar o resultado. Felizmente, não deu certo, mas foi angustiante”, finalizou.