Com o título mundial conquistado em Abu Dhabi, Lando Norris não apenas entrou para a história da Fórmula 1, como também garantiu um generoso bônus financeiro da McLaren — nada mal para coroar a melhor temporada de sua carreira.
Segundo a revista Forbes, que anualmente publica o ranking dos salários e ganhos totais dos pilotos, incluindo valores extras atrelados ao desempenho, o britânico de 26 anos entrou no top 3, deixando Charles Leclerc fora do “pódio” financeiro.
Um salto impressionante para a dupla da McLaren
A ascensão de Norris no ranking não está ligada ao salário base — que deve ser reajustado em breve, agora que ele é campeão mundial —, mas sim ao enorme volume de bônus por vitórias, poles, pódios e pontos acumulados em 2025.
De acordo com as estimativas da Forbes, Norris recebe um salário de “apenas” 18 milhões de dólares, mas seus ganhos totais alcançam 57,5 milhões graças aos 39,5 milhões em bônus. O efeito McLaren também impulsiona Oscar Piastri, quarto colocado da lista: o australiano soma 37,5 milhões de dólares, resultado de um salário de 10 milhões mais um bônus de 27,5 milhões.
Verstappen x Hamilton: duelo também financeiro
No topo, nenhuma surpresa: Lewis Hamilton segue como o piloto com maior salário fixo, graças aos 70 milhões de dólares pagos pela Ferrari. Contudo, a temporada difícil do heptacampeão permitiu que Max Verstappen recuperasse a liderança no ranking geral.
O holandês tem salário estimado em 65 milhões, mas os 11 milhões em bônus elevam seus ganhos totais a 76 milhões de dólares. Hamilton, por sua vez, aparece em segundo lugar com 70,5 milhões — incluindo apenas um bônus de 500 mil dólares, possivelmente ligado à vitória na polêmica Sprint da China.
Leclerc perde espaço
Charles Leclerc aparece em quinto lugar, já que, segundo a Forbes, não teria recebido bônus de desempenho, permanecendo com seu salário base de 30 milhões de dólares. Logo atrás vem George Russell, que acumulou 11 milhões em bônus, mas ocupa apenas a sétima posição devido ao salário de 15 milhões anuais. Fernando Alonso fecha a temporada em sexto, somando 26,5 milhões de dólares (24 milhões de salário e 2,5 milhões em bônus).
Dois novos nomes no Top 10
Com as saídas de Sergio Pérez — que retorna à F1 apenas em 2026 com o projeto Cadillac-Ferrari — e Pierre Gasly, prejudicado pela fraca performance da Alpine, a lista ganhou dois estreantes.
Lance Stroll aparece surpreendentemente em oitavo, com 12 milhões de salário e 1,5 milhão em bônus. Já Andrea Kimi Antonelli entra na décima posição, somando 12,5 milhões (5 milhões de salário e 7,5 milhões em bônus). Carlos Sainz, com 13 milhões ao todo (10 milhões de salário e 3 milhões em bônus), figura em nono.