A Fórmula 1 segue preparando-se para sua maior mudança regulamentar de todos os tempos. A partir de 2026, o chasse e por consequência, os carros, serão alterados, assim como todas as unidades de potência, que não terão mais o componente MGU-H, precisando fornecer potência igual entre os motores elétricos e de combustão interna, tudo já na próxima temporada.
Fazendo sua estreia oficial no grid principal da Fórmula 1, concluindo a aquisição da Sauber, time de Gabriel Bortoleto, a Audi terá três instalações diferentes: Hinwil, na Suíça; Neuburg, na Alemanha, para a produção dos motores; e a unidade de Bicester, no Reino Unidos, recém-inaugurada.
Outro detalhe é o numero de equipes aumentará de 10 para 11, contabilizando com a estreia da Cadillac, que correrá com os motores da Ferrari. Ou seja, a fabricante italiana permanecerá tendo dois clientes em 2026: Haas e Cadillac, que substituirá a Sauber.
Segundo o RacingNews365.com, que entrevistou Federico Lodi, chefe da regulamentação financeira da FIA, o teto irá aumentar para US$ 215 milhões a partir de 2026, com a Audi tendo dinheiro extra disponível, já que só irá pagar salários muito altos para os funcionários de Hinwil, sua sede, visto que os salários no local são 35-45% mais altos.
“Fizemos algumas mudanças na definição do teto de gastos, levando em consideração a inflação a partir de 2021, com o efeito cumulativo sendo considerado no nível do teto de gastos. Portanto, o teto de US$ 215 milhões definido para a equipe a partir de 2026 é essencialmente o resultado de dois fatores. O nível inicial é o teto de gastos atual, ao qual adicionamos o efeito da inflação acumulada, bem como o efeito dos custos que atualmente estão fora do escopo que introduzimos. Portanto, no geral, não há aumento real de capital, é apenas uma maneira diferente de fazer o cálculo, e essa foi a principal razão por trás da decisão de introduzir um nível mais alto de teto de gastos. Isso não resultará em gastos maiores para as equipes, porque elas simplesmente já estão incorrendo em custos, mas estão simplesmente adicionando-os ao teto e, portanto, o teto de gastos deve ser maior. Definir as regras é bastante complicado, e elaborá-las não é uma tarefa fácil, porque agora são 10”, declarou Lodi.
Os três maiores salários de cada equipe, permanecerão insetos do teto orçamentário, assim como os salários dos pilotos.