Ao longo dos anos no Campeonato Mundial de Fórmula 1, o título de pilotos foi definido na última corrida da temporada em 29 oportunidades.
Os exemplos para está afirmação, podem ser vistos na última prova de 2008 na histórica vitória de Lewis Hamilton sobre Felipe Massa, mas também sua derrota para Max Verstappen em 2021. Mas o britânico não é exceção, já que podemos também relembrar de Michael Schumacher derrotando Damon Hill na prova de 1994 e três anos depois, a entregada do alemão para Jacques Villeneuve.
Contudo, em apenas uma dessas 29 vezes, quatro pilotos estiveram na corrida final com chances reais de vencer o campeonato mundial.
Durante o Grande Prêmio de Abu Dhabi de 2010, os dois pilotos favoritos deram um jeito de se complicarem sozinhos, colocando o título em risco e corando um campeão mundial histórico, detendo um recorde que permanece até os dias de hoje.
Após o Grande Prêmio do Brasil, a classificação do mundial tinha Fernando Alonso no topo com 246 pontos, seguido por Mark Webber com 238, Sebastian Vettel com 231 e Lewis Hamilton totalizando 222 tentos.
Como Vettel estava com 15 pontos de desvantagem e Hamilton 24, os torcedores não contavam que os pilotos estivessem na briga pelo título, colocando Alonso como favorito para integrar o seleto grupo dos tricampeões, que já tinha Brabham, Stewart, Lauda, Piquet e Senna.
Para confirmar seu terceiro título, o espanhol precisava de uma combinação que parecia simples: Caso Vettel vencesse, ele precisa finalizar a corrida entre os quatro primeiros e caso fosse vitória de Webber, uma segunda posição bastava. Por ter 24 pontos de desvantagem e tendo no máximo 25 em disputa, Hamilton era candidato apenas matematicamente.
Na classificação, Vettel conquistou a pole position, à frente de Hamilton, tendo em seguida Jensen Button, Alonso e Webber. Se a prova fosse finalizada nesta ordem, o título estaria garantido para o espanhol.
A corrida oficial então começou e logo na primeira voltam Schumacher foi atingido por Vitantonio Liuzzi, colisão que gerou terríveis consequências para Alonso. Com a entrada do safety car, pilotos como Nico Rosberg e Vitaly Petrov foram para seus boxes e trocaram seus pneus para duros, mais resistentes.
Webber bateu no muro e estava com dificuldades de manter o ritmo, parando nos boxes e retornando para a pista atrás de Rosberg e Petrov, que não precisaram parar novamente. Sem perceber que o australiano estava fora da disputa e que Vettel naquele momento era o maior perigo, Alonso foi chamado para ficar atrás do carro de Mark, ficando ali até o fim.
O espanhol não conseguiu ultrapassar o carro da Renault, significando que tanto ele quanto Webber estava fora da disputa pelo título, com Alonso terminando a prova em sétimo.
Por conta deste erro, Vettel conquistou a vitória aos 23 anos, 4 meses e 11 dias, se tornar o mais jovem campeão mundial da F1, recorde que mantém até os dias atuais.