Poucos dias diferenciam a comemoração do título do Mundial de Construtores da McLaren em Cingapura e a ida do CEO da equipe Zak Brown, para o Tribunal da Coroa de Londres. O empresário é uma das peças-chaves no processo iniciado na última terça (07), para resolver o caso entre o time papaya e Alex Palou, tetracampeão da IndyCar e ex-piloto da escuderia sediada em Woking.
A McLaren Indy LLC e a McLaren Racing, operam a equipe Arrow McLaren IndyCar e a equipe McLaren de Fórmula 1, decidiram buscar cerca de 21 milhões de euros em indenização por uma suposta quebra de contrato do piloto espanhol e duas empresas associadas ao mesmo.
De acordo com a Reuters, o tribunal logo ficou tento, revelando em particular uma discussão acalorada entre Brown e Nick De Marco, advogado de Palou.
Durante o interrogatório, Brown teria sido pressionado e atacado pelo advogado, que sugeriu que o empresário norte-americano havia feito falsas promessas para Palou durante sua breve passagem pela McLaren. De Marco alegou que o piloto havia sido contratado pela McLaren tendo apenas a motivação de se transferir para a Fórmula 1, porém pouco tempo depois viu nas redes sociais o australiano Oscar Piastri anunciado seu ingresso na categoria para ser companheiro de Lando Norris no time papaya.
Está teria sido a motivação pela qual Palou perdeu a esperança nas promessas feitas pela McLaren e Brown, o acusando de ter enganado o piloto de IndyCar. O empresário logo negou está versão, afirmando que nunca prometeu um assento no grid principal ao espanhol, declarando que ele teria seu “Plano B”, para substituir um dos pilotos em caso de lesão.
Palou ainda poderia ser o “Plano C”, caso Piastri não conseguisse apresentar um bom desempenho em sua temporada de estreia em 2024. Após as falas, De Marco acusou Zak Brown de ser desonesto, pedindo que ele se responsabilizasse pela exclusão de mensagens do WhatsApp que seriam consideradas relevantes e comprovavam a versão do piloto.
“Ela destruiu provas neste caso. Ela ativou as mensagens que desapareciam quando lhe foi dito para não fazê-lo, porque estava preocupada com as possíveis consequências. Depois que os advogados lhe disseram para não ativar as mensagens que desapareciam, ela continuou a fazê-lo e disse à sua equipe para o fazer”, declarou De Marco.
Nesta quinta (09), Palou irá depor.