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George Russell identifica possível problema no carro da Ferrari

Por Nelly Sandra
4 de agosto de 2025
Em Últimas notícias
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A Ferrari comunicou que um problema no chassi do SF-25 foi a motivação pela perda repentina de ritmo de Charles Leclerc no Grande Prêmio da Hungria, realizado neste fim de semana. Contudo, George Russell, da Mercedes, apresentou mostrou uma teoria diferente do que realmente aconteceu para o desempenho abaixo do esperado do monegasco, que saiu da pole position e finalizou na quarta posição.

O início de Leclerc foi avassalador, dominando o circuito de Hungaroring completo e encaminhando mais um pódio na temporada. Porém o que parecia um triunfo certo, sua segunda parada para a troca de pneus arruinou os seus planos, fazendo com que o monegasco retornasse à pista sete segundo atras da McLaren de Lando Norris, que esteve no pit stop apenas uma vez. O piloto não conseguiu se aproximar do britânico da equipe Papaya e ainda foi ultrapassado por Oscar Piastri e George Russell, finalizando a corrida em 4ª, a 20 segundos do vencedor.

Após o fim da prova, Leclerc e Frédéric Vasseur, chefe de equipe da Ferrari, confirmaram que um problema no chassi foi o motivo pelo baixo desempenho do carro na segunda metade da corrida. Contudo, Russell decidiu questionar a explicação. O britânico da Mercedes, insinuou que a equipe italiana teria aumentado a pressão dos pneus do monegasco no trecho final para evitar um excesso de desgaste no assoalho do veículo, o que poderia levar até uma desclassificação, como ocorreu no Grande Prêmio da China.

“Vi que ele estava próximo, mas algo não estava certo. A única explicação que encontramos é que o carro estava muito baixo e eles tiveram que aumentar a pressão dos pneus no final. Além disso, usaram um modo de motor que reduz a potência nas retas, justamente onde o desgaste no assoalho é maior”, comentou Russell.

Quem também não concordou com a informação dada pela Ferrari foi o ex-piloto e analista da Sky Sports, Anthony Davidson, que observou as faíscas que saíram do carro de Leclerc logo na largada.

“Logo na primeira curva, notei faíscas saindo do carro dele em velocidade moderada. Isso é um indicativo claro de que o carro estava extremamente baixo”, comentou.

Segundo o ex-estrategista de Fórmula 1, Bernie Collins, se a teoria de Russell estiver correta, a Ferrari deve ter tomado uma medida preventiva para evitar uma nova punição, porém atrapalhou o desempenho final na Hungria.

“Aumentar a pressão dos pneus eleva a altura do carro e reduz o contato do assoalho com o solo. São ajustes mínimos, mas que fazem diferença. Se a equipe percebe que o desgaste está alto nos primeiros trechos, pode tomar essa decisão para garantir que o carro chegue ao fim sem ultrapassar o limite”, explicou Collins.

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