Steve Nielsen, o diretor administrativo da Alpine, declarou que a equipe está “decepcionada” com Franco Colapinto, por terem dado instruções ao piloto durante o Grande Prêmio dos Estados Unidos, que não foram seguidas.
Nas últimas voltas da corrida no Circuito das Américas, o argentino foi instruído a manter sua colocação no grid, no momento era a 18ª, e não atacar Pierre Gasly, que estava à sua frente.
O francês estava com pneus mais antigos e precisou ir para os boxes mais cedo para realizar uma mudança, o que lhe deixou mais vulnerável ao seu companheiro de equipe, que conseguia estender seu primeiro turno, ou seja, tinha pneus melhores.
As ordens da Alpine para Colapinto foram dadas, porém o argentino decidiu não acatar e resolveu da sua maneira, ultrapassando Gasly na Curva 1.
A desobediência de Franco não passou despercebida, já que ao fim da corrida, Nielson fez questão de falar sobre o ocorrido.
“Como equipe, temos muito o que analisar em todos os aspectos deste fim de semana. Embora nosso nível de competitividade ainda esteja longe de conseguir marcar pontos , foi encorajador dar um pequeno passo à frente em relação aos eventos recentes, olhando para o fim de semana como um todo. Hoje, como muitas equipes, tivemos que adaptar nossa estratégia com base nas condições e no que vimos na pista, com o pneu duro não parecendo ser um pneu de corrida favorável. Do lado de Pierre, cobrimos uma ameaça de undercut para trocar para pneus macios, um pouco mais cedo do que queríamos, e então fizemos um pit stop lento, que revisaremos e corrigiremos. Franco conseguiu estender sua corrida média e ter um delta de pneus no final da corrida, onde alcançou Pierre”, começou o dirigente.
“Demos instruções para os pilotos manterem a posição, já que estávamos administrando o combustível dos dois carros, e adicionamos a variável do número de voltas restantes, com os líderes muito próximos. Como equipe, qualquer instrução dada pelo pit wall é final e hoje estamos decepcionados que isso não tenha acontecido, então é algo que revisaremos e lidaremos internamente”, finalizou, dando a entender que Colapinto vai levar “um puxão de orelha”.