A Fórmula 1 registrou uma receita histórica no segundo trimestre de 2025, cerca de US$ 1,2 bilhão entre abril e junho, um pulo de 41% em relação ao mesmo período no ano passado. O alto desempenho foi motivado pela realização de nova corridas no intervalo e pelo pomposo sucesso do filme da categoria (produzido pela Apple), que já arrecadou mais de US$ 550 milhões nas bilheterias.
De acordo com os dados divulgados pela Liberty Media, proprietária da F1, o lucro operacional atingiu US$ 293 milhões apenas no trimestre, uma grande mudança em comparação anual com um aumento de 249%. Está foi apenas a terceira vez que a categoria ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em um único trimestre, sendo a primeira entre os últimos três meses do ano, onde tradicionalmente são mais forte por conta da pausa na temporada.
O resultado é um grande contraste do desempenho no primeiro trimestre de 2025, quando a receita decaiu 27%, ficando apenas em US$ 403 milhões. Apesar da reparação inicial, aquele ainda foi o segundo melhor inicio de temporada para a Fórmula 1 desde 2016, demonstrando que a base comercial e de audiência da categoria segue forte.
Vale ressaltar que boa parte do crescimento ocorreu pela chegada de novos patrocinadores globais de peso. Entre eles, a PepsiCo e a Disney, que entraram para o grid comercial com a marca Mickey & Friends. Esses acordos aumentaram o alcance da categoria para públicos diversos, fortalecendo o apelo global da F1.
Outro detalhe importante foi o calendário que se tornou mais estável com a renovação do contrato do GP do Canadá até 2035, garantindo a presença da corrida no circuito de Montreal por mais dez anos. Já no setor de mídia, a Liberty Media anunciou a ampliação do acordo com a Bell Media, reforçando a distribuição de conteúdo e transmissões para o mercado canadense.
O segundo semestre deste ano, demonstrou que a combinação de um forte calendário em conjunto com ativações comerciais estratégicas e a presença do entretenimento, podem elevar ainda mais o patamar financeiro da Fórmula 1. Com nove etapas já realizadas neste intervalo, a categoria provou que, quando os circuitos se somam a projetos de grande visibilidade, o retorno pode se tornar um recorde.
Caso mantenha o ritmo e consiga se consolidar com novas fontes de receita, a F1 pode fechar 2025 com números ainda mais impactantes, confirmando que é um das propriedades esportivas mais valiosas e bem-sucedidas do mundo.