Helmut Marko, respeitado conselheiro da Red Bull, considera que uma mudança para a IndyCar seja um “bom passo” para Mick Schumacher, que não conseguiu conquistar uma vaga no grid principal da Fórmula 1 nos últimos anos.
Contudo, o austríaco fez questão de evidenciar o quão “perigosa” é a série disputada nos Estados Unidos, quando os pilotos percorrem em circuitos ovais.
Sem ter uma vaga em tempo integral na categoria desde 2022, após sair da Haas, Mick ainda desempenhou o papel de piloto reserva da Mercedes e chegou a competir pela Alpine em corridas de resistência, chegando a atuar com ambas equipes por um período.
Sem conseguir nenhuma vaga fixa no paddock em qualquer outra equipe de F1, o alemão tentou conseguir um assento da Cadillac F1, nova equipe, mas o time norte-americano queria que ele voltasse a ser reserva, dando suporte para os titulares Sergio Perez e Valtteri Bottas, fazendo com que Schumacher buscasse um novo rumo para sua vida, ao menos por enquanto.
O piloto recentemente participou de um teste com a equipe Rahal Letterman Lanigan (RLL), da IndyCar onde correu bem. Porém, é improvável que Schumacher conquiste uma vaga para a temporada de 2026, visto que os três carros já estão vinculados com Graham Rahal, Devlin DeFrancesco e Louis Foster. Porém prometeu ao filho do heptacampeão mundial de F1, Michael Schumacher, que ele teria uma posição sólida na categoria no futuro.
Em entrevista ao sport.de, Marko demonstrou está otimista quanto às perspectivas do jovem piloto, chegando a confirmar que a categoria é boa.
“Um bom passo para o alemão; ele teve um teste muito encorajador lá. Se ele se sentir confortável na América, aprender os truques dos ovais e ele precisará de algumas corridas para isso, então certamente tudo correrá bem”, comentou Marko.
O austríaco refletiu o sucesso de Juan Pablo Montoya, que conquistou sete Grandes Prêmios, alcançando na IndyCar, ao ter chegado à FI em 2001, um ano após vencer as 500 Milhas de Indianápolis.
Contudo, Marko fez questão de alertar Miki, apontando os riscos extremos, já que acompanha as corridas em circuitos ovais.
“Isso seria muito perigoso para mim. A uma velocidade média de até 340 km/h, há risco de acidentes graves. Nesse caso, geralmente se trata de uma colisão de grandes proporções”, declarou.