Felipe Drugovich decidiu mudar de rumo, ao menos temporariamente e correrá na Fórmula E na temporada 2025-26 pela equipe Andretti, após atuar durante três anos como piloto reserva da Aston Martin na F1. Contudo, antes de sua despedida, o brasileiro revelou que esteve perto que correr a principal categoria do automobilismo no lugar de Lance Stroll.
Em entrevista ao podcast Na Ponta dos Dedos, do GE, o piloto brasileiro confirmou os rumores de que esteve perto de assumir a vaga de Stroll, quando o canadense quase abandonou a categoria.
Existem boatos de que Lance Stroll, filho do proprietário da Aston Martin, Lawrence Stroll, estava decidido a abandonar a Fórmula, como comunicou Reginaldo Leme, comentarista de automobilismo, durante o TL3 do GP da Holanda. O comunicador afirmou que o canadense já considerou abandonar a categoria em 2023 e 2024, mas foi proibido pelo seu pai.
Contudo, em Monza, Stroll negou as afirmações de que queria deixar a Fórmula 1, decidindo finalizar os comentários com seu nome: “Eu não tinha planos disso (de abandonar a F1). Não tenho certeza de onde os rumores saíram”, respondeu.
O repórter que decidiu questionar Stroll sobre a possibilidade de sua saída da categoria, comentou que a história foi dita por outro jornalista brasileiro, fazendo com que o canadense tentasse se sair do assunto com humor: “Acho que ele só precisava dizer algo! Eu não tinha esse plano”.
Porém, Drugovich decidiu falar e contou que essa história realmente é verdadeira, especialmente quando se trata de 2024, quando participou de várias conversas com o então chefe de equipe, Mike Krack, sobre as chances reais de correr na F1.
“Eu renovei com eles pra 2024 e 2025, com uma certa, não só esperança, mas tinha, sim, conversas, de eu assumir em 2024, até com o chefe de equipe. E veio um momento que outros pilotos estavam, talvez, não querendo continuar, enfim, foi, realmente, uma época, assim, que não deu certo pra eu entrar em 2023, e no final de 2023, estava bem claro que talvez daria certo de entrar em 2024. E foi ali que o pessoal parecia que começou a balançar as coisas, ia ter uma oportunidade e colocaram o contrato na minha frente pra renovar pra 2024 e 2025”, afirmou Drugovich.
O brasileiro comentou que começou a criar esperanças, sobre ser a hora certa para estrear na categoria principal com uma vaga para disputar todas as etapas de 2025, porém a titularidade não veio.
“E eu falei, ‘estou no lugar certo, na hora certa, bora’. E parecia de novo, o momento certo, a hora certa. E acho que passou muito mais perto do que todo mundo achou que passou. Realmente foi muito próximo do próprio Lance, talvez não continuar em 2024, então, realmente, foi… Assim, nada a julgar contra as circunstâncias, porque eu não tenho nada a ver com isso, e eu também, se eu estivesse no lugar deles, talvez faria a mesma coisa. Mas, da minha perspectiva, realmente é complicado, porque realmente eu achava que parecia, assim, tudo está se abrindo, tudo está dando certo, colocaram o contrato na minha frente de novo pra eu renovar, porque vai ocorrer e tudo mais, e acabou que não deu e fiquei preso nessa, enfim. É o que é, não tem muito o que eu ficar chorando agora”, finalizou.