Três dias após os rumores de uma possível artimanha que a Mercedes e a Red Bull tenham descoberto relacionada às novas unidades de potência da próxima temporada, mas nem as equipe nem a Federação negaram a informação, aumentando ainda mais as dúvidas pelo fato da FIA deixar escapar que está monitorando a situação.
De acordo com as informações dos jornalistas Valerio Barretta e Carlo Platella, no FormulaPassion.it, a taxa de compreensão segue sendo discutida.
É um dos parâmetros mais importantes de um motor de combustão interna e descreve a relação entre o volume máximo e mínimo dentro de um único cilindro, com base na posição do pistão durante seu curso. Em outras palavras, é um indicador de quanto o motor é capaz de comprimir a mistura ar-combustível. Mantendo-se todas as outras condições iguais, quanto maior a taxa de compressão, mais o motor opera em uma faixa de eficiência. O resultado é uma maior potência utilizável obtida com a mesma quantidade de combustível ou uma redução no consumo de combustível para a mesma potência, mas submetendo os componentes mecânicos a maiores pressões, temperaturas e, portanto, estresse. Com o regulamento de 2026, a Federação reduziu a taxa de compressão de 18 para 16, a fim de limitar o desempenho do motor de combustão interna diante da potência triplicada da parte elétrica”, informou.
Contudo, as verificações da FIA estão ocorrendo com os motores ainda frio e alguns fabricantes, como Mercedes e Red Bull, tenham conseguido encontrar uma alternativa de voltar à relação de 18 marchas com o V6 funcionando, visto que nesses casos, algumas deformações térmicas das térmicas das bielas, virabrequim, pistões e até componentes internos modificariam as dimensões e potencialmente, até mesmo uma impulsionada, além da taxa de compreensão.
Essencialmente, isso é algo muito técnico e engenhoso, que a FIA pelo que deu para entender, não conseguiu impedir a tempo está ação.
Segundo o jornal Corriere dello Sport, alguns detalhes dos bastidores foram revelados, como: “Há cerca de sete meses, um engenheiro da Mercedes contratado pela Red Bull Powertrain revelou o segredo, e a Red Bull tentou reproduzir o sistema”. Contudo, ainda existe uma grande diferença, já que o periódico conta que a Mercedes, não conseguiria competir com um motor com um limite de compreensão de 16, diferente da Red Bull. Este problema afetaria todos os times que usassem motores alemães, como a McLaren, Williams e Alpine.
O jornal romano comunicou que uma assembleia geral foi realizada na última quinta-feira (18), pela FIA, e que todas as outras montadoras seguem irritadas, como Ferrari e Honda, destacando-se. Além delas, a própria Red Bull e a Audi estão esperando um esclarecimento imediato da situação.
O jornal comentou que a Federação enfrentará uma escolha difícil para não se complicar em 2026: ou proíbe o sistema da Mercedes, o que impediria quatro equipes de participar do campeonato mundial, ou o autoriza, e uma tempestade de potenciais reclamações e prováveis desclassificações já se anuncia.
Um possível acordo estaria em andamento, com as equipes com motores Mercedes sendo permitidos de correrem com o motor não regulamentar, porém estão “sujeito a uma garantia formal de conformidade em 2027”, mas ninguém se agradou com está solução.