O tetracampeão da Fórmula 1 e eterno rival de Ayrton Senna, Alain Prost, resolveu falar sobre a atual Fórmula 1, após a decisão do campeonato que consagrou Lando Norris com seu primeiro título. Mesmo com o triunfo do britânico, o lendário nome da categoria, “rebaixou” o novo campeão, o colocando abaixo de Max Verstappen.
Prost não está totalmente convencido sobre Lando Norris. Embora o britânico tenha brilhado ao superar Max Verstappen numa disputa intensa até a última etapa, o francês — multicampeão e profundo conhecedor do peso de um título mundial — enxerga uma diferença clara que ainda coloca o astro da Red Bull um patamar acima.
Para Prost, a temporada foi marcada por altos e baixos: Norris começou irregular, Piastri viveu um início fulminante, e Verstappen protagonizou uma recuperação impressionante. Em sua análise, o ex-piloto destaca o quanto o fator mental pesa tanto quanto o desempenho técnico na Fórmula 1 atual.
O francês reconhece o mérito de cada protagonista do ano, mas ressalta nuances distintas. Norris conquistou o campeonato pela consistência, carregando praticamente sozinho a McLaren na luta por resultados. Piastri mostrou-se um adversário duríssimo, reforçando seu potencial de futuro campeão.
Enquanto isso, Verstappen reafirmou sua capacidade de lutar contra probabilidades aparentemente impossíveis. Para o francês, o diferencial mental do holandês ainda o coloca na elite absoluta — algo que, segundo ele, separa os grandes dos extraordinários.
Prost elogia Norris, mas destaca Verstappen
“Vimos feitos incríveis de Lando”, afirmou Prost. “No começo ele não estava no seu melhor; Piastri estava. Depois, ele se encontrou, e Max fez uma recuperação que surpreendeu a todos. Parabéns ao Lando, mas é claro que o Verstappen ainda está um nível acima dos demais.”

O ex-piloto seguiu: “Os três merecem reconhecimento por motivos diferentes. Lando se destaca pela solidez, tendo carregado a equipe sozinho enquanto os outros dividiram vitórias e holofotes. Foi uma temporada que exigiu pulmões de aço e sangue frio. Mesmo sem o domínio que Max costuma impor, Norris competiu com garra constante. Quem sabe o que veremos agora? Talvez um Piastri ainda mais agressivo como perseguidor. Ele começou muito forte, mas Norris segue sendo um guerreiro britânico.”
A campanha de 2025 será lembrada como um ano de reviravoltas, em que Norris transformou um início frágil em um crescimento contínuo — tornando-se a peça-chave da McLaren quando mais precisava. Piastri não se rendeu, mantendo a pressão sobre Red Bull e Ferrari, e Verstappen brilhou ao quase virar o jogo com sua tenacidade habitual.
Prost resume o espírito da temporada destacando o papel do preparo mental em uma Fórmula 1 cada vez mais exigente. Com as equipes já focadas em 2026 e preocupadas com as revoluções técnicas que vêm aí — novas suspensões, novas unidades de potência —, o francês lembra que nada está garantido. Resta saber se Norris defenderá seu trono ou se Verstappen voltará a ditar o ritmo.