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F1 adotou novo sistema de largada e resultou em grande tragédia

Por Nelly Sandra
8 de novembro de 2025
Em Últimas notícias
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Os apaixonados por Fórmula 1 seguem debatendo quem são os grandes pilotos que ultrapassaram na categoria em toda sua história e ao final, não conquistaram um mundial. Um dos nomes sempre mencionado nestas listas é o do sueco Ronnie Peterson, o que para muitos, é o maior automobilista sem título da principal categoria máxima do automobilismo mundial.

Contudo, o título do sueco só não ocorreu por falta de tempo, já que Ronnie foi vítima de um erro cometido logo na estreia de um novo sistema que foi adicionado na largada da F1. Em setembro de 1978, o sonho de Bengt Ronald Peterson chegou ao fim com seu falecimento.

Nascido na cidade Örebro, na Suécia, em 14 de fevereiro de 1944, Ronnie Peterson, mais conhecido como o “Sueco Voador”. O piloto é bastante lembrado por suas atuações correndo pela Lotus, mesmo tendo rápidas passagens por outras equipes, como Tyrrell.

Em 1978, Peterson vivenciava sua temporada de maior destaque, exibindo um estilo de pilotagem bastante audacioso e veloz, o que combinava com os excelentes modelos Lotus 78 e Lotus 79, os primeiros carros a adotarem o conceito de carro-asa, o que ajudava no efeito solo. Foram estes veículos que levaram o time à conquista dos últimos títulos tanto de pilotos quanto de construtores da categoria, pelas mãos de Mario Andretti.

Fim em Monza

Em 10 de setembro de 1978, durante o Grande Prêmio da Itália, realizado no Autódromo de Monza, foi introduzido o “semáforo” como novo mecanismo de largada, substituindo a bandeira do país anfitrião que era utilizada na época.

Por conta de um erro de Gianni Restelli, infelizmente ocorreu um grave incidente na chicane Goodyera, onde vários carros envolveram-se em um acidente tempestuoso, incluindo Ronnie Peterson, que teve seu veículo lançado contra o guard-rail.

O impacto violento estraçalhou a frente da Lotus 78, rompendo os tanques de combustíveis e causando um incêndio imediato. O sueco chegou a ser resgatado com ferimentos graves nas pernas e levados às pressas para um hospital localizado em Milão, porém a prova continuou. Ao fim, mesmo Mario Andretti cruzando a linha de chegada primeiro, uma penalização por queimar a largada, fez com que Niki Lauda fosse reconhecido como o vencedor da etapa.

Peterson seguiu buscando se recuperar e salvar sua vida, porém não resistiu as graves lesões no dia 11 de setembro de 1978. A causa morte foi detectada como uma embolia decorrer a múltiplas fraturas, aos 34 anos e no auge da sua carreira.

Após o acidente, Ricardo Patrese foi considerado culpado e até excluído do campeonato, porém apenas de maneira temporária. A única medida que foi adotada após o caso foi uma revisão no procedimento de largada, onde atualmente, um fiscal verifica se os carros estão parados antes da largada.

Após a morte de Peterson, Mario Andretti foi quem se sagrou campeão mundial de 1978.

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