A Sauber está prestes a dar um passo revolucionário em sua trajetória na Fórmula 1. Na próxima temporada, a equipe suíça irá finalizar sua transição para a Audi, ao mesmo tempo em que a categoria estreia um novo regulamento técnico. Ainda sim, o time de Jonathan Wheatley segue desconfiado quanto ao uso de simulador nos próximos meses.
Precisando ajudar Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto à se prepararem para 2026, o time ainda não está pronto para este próximo passo. O diretor-técnico da Sauber, Iñaki Rueda, explicou que existem problemas logísticos quando se trata do simulador, como a disponibilidade dos pilotos, que precisam conciliar os trabalhos de 2025 com os testes do próximo ano.
“Antes de uma corrida, você quer ter um piloto no simulador por um dia inteiro. Então, por exemplo, Nico esteve lá na última sexta-feira, e Gabi nesta segunda, e eles rodaram em Zandvoort e Monza. Ou seja, já tiveram de dividir um único dia entre dois circuitos. Se começa a olhar para o calendário e tentar achar espaços para quando o piloto pode vir, é realmente difícil encaixar. Além disso, eles ainda querem começar a testar o C46 (carro de 2026), e aí começa a ficar realmente desafiador”, explicou o diretor-chefe, em entrevista ao portal The Race, antes do GP da Holanda.
Com todas estás informações, Rueda concordou com a fala de Hülkenberg, em agosto, sobre visar o trabalho de 2026. Com o desenvolvimento do próximo veículo, que segue sendo algo bastante dificil, começar os testes cedo demais, podera dar uma falsa sensação e prejudicar o desempenho dele na pista.
“Sei quando vamos começar a expor os pilotos ao C46, mas não queremos fazer isso cedo demais, com medo de que o carro que vai mostrar para eles ainda seja muito diferente daquele que realmente irão pilotar. A curva de desenvolvimento é tão grande neste momento que pode estar em uma certa configuração nesta semana e, na seguinte, já ter mudanças significativas, em uma janela completamente diferente”, finalizou Rueda.