A temporada 2025 da Fórmula 1 marcou o retorno de um piloto brasileiro ao grid: Gabriel Bortoleto. Aos 20 anos, o jovem chegou à principal categoria do automobilismo mundial após conquistar o título da Fórmula 2 em 2024. Mas afinal, quanto o novo talento brasileiro vem recebendo em sua primeira temporada na F1?
Salário de Gabriel Bortoleto na Sauber
Segundo informações da imprensa internacional, Bortoleto receberá US$ 2 milhões por ano em seu contrato com a Sauber — o que o coloca entre os novatos mais bem pagos do grid, ao lado de Kimi Antonelli, da Mercedes, que também terá o mesmo salário. Considerando a cotação atual do dólar, o valor equivale a R$ 10,7 milhões por ano, ou cerca de R$ 1 milhão por mês.
Para contextualizar, veja os salários de alguns dos principais nomes da categoria:
- Max Verstappen (Red Bull Racing): US$ 65 milhões/ano
- Lewis Hamilton (Ferrari): US$ 60 milhões/ano
- Charles Leclerc (Ferrari): US$ 34 milhões/ano
- Fernando Alonso (Aston Martin): US$ 20 milhões/ano
- Lando Norris (McLaren): US$ 20 milhões/ano
Salário de Felipe Massa era mais “modesto”
A Fórmula 1 sempre exerceu grande fascínio sobre o público brasileiro, especialmente após o domínio de Ayrton Senna, que marcou uma era antes de sua trágica morte. Nos anos seguintes, outros pilotos nacionais chegaram à elite do automobilismo mundial, mas nenhum conseguiu repetir o mesmo sucesso do ídolo.
Em 2004, o Brasil contava com três representantes no grid principal, e embora os salários da categoria fossem altos, os valores recebidos pelos brasileiros eram mais modestos. Rubens Barrichello, na Ferrari, ganhava US$ 5,5 milhões; Cristiano da Matta, na Toyota, recebia cerca de US$ 4 milhões; e o jovem Felipe Massa, então na Sauber, tinha um salário bem mais baixo: US$ 1,5 milhão, em uma cotação de aproximadamente R$ 2,50.
Salários dos pilotos da F1 em 2004:
- Michael Schumacher – US$ 32 milhões
- Ralf Schumacher – US$ 14 milhões
- Juan Pablo Montoya – US$ 12 milhões
- Kimi Räikkönen – US$ 8 milhões
- David Coulthard – US$ 8 milhões
- Fernando Alonso – US$ 6,3 milhões
- Jarno Trulli – US$ 6 milhões
- Rubens Barrichello – US$ 5,5 milhões
- Olivier Panis – US$ 4,5 milhões
- Cristiano da Matta – US$ 4 milhões
- Jenson Button – US$ 3,7 milhões
- Giancarlo Fisichella – US$ 3 milhões
- Mark Webber – US$ 2 milhões
- Felipe Massa – US$ 1,5 milhão
Na pista, Barrichello encerrou a temporada como vice-campeão mundial, atrás apenas do companheiro Michael Schumacher. Massa, o mais jovem e com o menor salário entre os brasileiros, terminou em 10º lugar — um resultado considerado positivo. Já Cristiano da Matta não conseguiu repetir o desempenho esperado e deixou a Fórmula 1 ao fim daquele ano.
Claro que a taxa de inflação e os valores aplicados em cada época precisam ser levados em consideração. Mas fica aqui como uma curiosidade. Afinal, independente da época, a Fórmula 1 é um dos esportes que mais movimentam cifras milionárias.