A Fórmula 1 sempre foi um esporte que movimentou fortunas e poucas décadas atrás isso não era diferente. Claro que as cifras em relação aos tempos atuais são mais “modestas”, porém ainda causavam espanto principalmente os vencimentos dos pilotos de ponta. Um claro exemplo disso foi em 2013, quando Fernando Alonso e Lewis Hamilton tinham os maiores salários da categoria.
A revista francesa “Business Book GP” divulgou em maio de 2013 seu levantamento anual sobre os salários dos pilotos da Fórmula 1. De acordo com a publicação na época, o bicampeão Fernando Alonso (Ferrari) seguia como o mais bem remunerado do grid, recebendo cerca de 20 milhões de euros por temporada (aproximadamente R$ 52,6 milhões).
Mesmo mantendo a liderança, o montante representava uma queda em relação a anos anteriores, quando o espanhol chegou a faturar 30 milhões de euros. O estudo considerava apenas o salário pago pela equipe, sem incluir bônus ou valores provenientes de patrocínios.
Neste ano, Alonso dividiu o topo com Lewis Hamilton, que, segundo a revista, recebeu um aumento significativo ao se transferir para a Mercedes. Os ganhos da dupla — antigos companheiros na McLaren — eram cerca de 75% superiores aos de Sebastian Vettel, tricampeão mundial.
No entanto, veículos da imprensa espanhola afirmavam que o alemão da Red Bull contava com um sistema robusto de bonificações por resultados, o que colocava sua renda anual em nível semelhante à de Alonso e Hamilton.
Outros campeões e o nome de Felipe Massa na lista
À frente de Vettel na tabela aparecia Jenson Button, campeão de 2009, com 16 milhões de euros. Já Kimi Räikkönen, outro campeão do grid, surgia apenas na oitava posição, com 3 milhões de euros pela Lotus. Logo acima dele estava Felipe Massa, que recebia 6 milhões de euros da Ferrari — valor inferior ao registrado no estudo anterior.
Na outra ponta da lista estavam os pilotos da Caterham. Charles Pic e Giedo van der Garde tinham os menores salários do grid, estimados em “apenas” 150 mil euros.
Lista completa da “Business Book GP” em 2013
- Fernando Alonso (Ferrari) – 20 milhões de euros
- Lewis Hamilton (Mercedes) – 20 milhões de euros
- Jenson Button (McLaren) – 16 milhões de euros
- Sebastian Vettel (Red Bull) – 12 milhões de euros
- Nico Rosberg (Mercedes) – 11 milhões de euros
- Mark Webber (Red Bull) – 10 milhões de euros
- Felipe Massa (Ferrari) – 6 milhões de euros
- Kimi Räikkönen (Lotus) – 3 milhões de euros
- Sergio Pérez (McLaren) – 1,5 milhão de euros
- Romain Grosjean (Lotus) – 1 milhão de euros
- Pastor Maldonado (Williams) – 1 milhão de euros
- Nico Hülkenberg (Sauber) – 1 milhão de euros
- Valtteri Bottas (Williams) – 600 mil euros
- Jules Bianchi (Marussia) – 500 mil euros
- Adrian Sutil (Force India) – 500 mil euros
- Paul di Resta (Force India) – 400 mil euros
- Jean-Éric Vergne (Toro Rosso) – 400 mil euros
- Daniel Ricciardo (Toro Rosso) – 400 mil euros
- Esteban Gutiérrez (Sauber) – 200 mil euros
- Charles Pic (Caterham) – 150 mil euros
- Giedo van der Garde (Caterham) – 150 mil euros