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Enquanto a Ferrari vale R$ 35 bilhões, Williams vale “mixaria” na F1

Por Leandro Geraldone
3 de janeiro de 2026
Em Últimas notícias
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Recentemente, a Forbes divulgou uma lista das equipes mais valiosas no grid da Fórmula 1 em 2025 — e quem lidera o ranking é a Ferrari, avaliada em US$ 6,5 bilhões (cerca de R$ 35 bilhões). Sem dúvida cifras que mostram o tamanho e a magnitude da equipe italiana no cenário mundial.

“Antes, a F1 tinha equipes que se pareciam com alguns times da MLB: perdiam muito dinheiro ano após ano”, explicou um especialista à Forbes. “Agora, quando comparamos com ligas como MLB, NBA, NHL e NFL, a que mais se aproxima é a NFL. A Fórmula 1 se tornou um ativo estruturalmente lucrativo. É impressionante.”

Segundo a revista, todas as dez equipes hoje valem, no mínimo, US$ 1,5 bilhão (aproximadamente R$ 8 bilhões) — marca que, dois anos atrás, apenas quatro escuderias alcançavam. O valor médio de mercado das equipes chegou a US$ 3,6 bilhões (cerca de R$ 19,4 bilhões), um salto de 89% em relação a 2023.

Esse avanço reflete o ritmo acelerado dos negócios na F1. A receita média anual das equipes atingiu cerca de US$ 430 milhões em 2024, mantendo uma sequência de crescimento de dois dígitos ao ano.

Ferrari: a líder incontestável

Com US$ 6,5 bilhões em valor, a Ferrari permanece como a “joia da coroa” da Fórmula 1. A força histórica da equipe — a mais antiga, com 16 títulos de construtores e presença contínua desde o início da categoria — garante um apelo global que vai além dos resultados recentes.

Mesmo sem conquistar um título de pilotos desde 2008, a marca segue poderosa comercialmente. Em 2025, a chegada de Lewis Hamilton, piloto mais vitorioso da história, ampliou ainda mais a exposição em todo o planeta.

Mercedes em 2º: tradição, receita e novos rumos

Avaliada em US$ 6 bilhões, a Mercedes ocupa o segundo lugar. Sua receita de US$ 799 milhões em 2024 foi a maior entre todas as equipes, colocando-a entre as organizações esportivas mais lucrativas do mundo.

A aposta em uma dupla jovem — George Russell e Kimi Antonelli — vem se pagando. Russell aparece na 4ª posição do Mundial e Antonelli em 7º, logo atrás do ex-mercedes Hamilton. Prestes a fechar um contrato de fornecimento de materiais com a Adidas, a equipe continua altamente atraente para patrocinadores.

McLaren: a grande virada

Em 3º lugar, com US$ 4,4 bilhões, está a McLaren, que protagonizou uma recuperação notável: de um prejuízo de US$ 137 milhões em 2018 para lucro operacional de US$ 61 milhões em 2024.

Em setembro, os acionistas da McLaren Racing compraram a participação dos minoritários, avaliando o grupo em cerca de US$ 4,5 bilhões. A equipe de F1 representa quase todo esse valor. No esporte, a McLaren retomou o topo com dois títulos seguidos de construtores e Lando Norris muito próximo do título de pilotos.

A gestão de Zak Brown também revolucionou o lado comercial, atraindo gigantes como Google, Cisco e Mastercard, com pacotes personalizados e maior interação com fãs.

As equipes mais valiosas da Fórmula 1 em 2025

(Valores aproximados convertidos pela cotação de 24/11/2025)

  1. Ferrari – US$ 6,5 bilhões (R$ 35 bilhões)
  2. Mercedes – US$ 6 bilhões (R$ 32,4 bilhões)
  3. McLaren – US$ 4,4 bilhões (R$ 23,8 bilhões)
  4. Red Bull Racing – US$ 4,35 bilhões (R$ 23,5 bilhões)
  5. Aston Martin – US$ 3,2 bilhões (R$ 17,28 bilhões)
  6. Williams – US$ 2,5 bilhões (R$ 13,50 bilhões)
  7. Alpine – US$ 2,45 bilhões (R$ 13,23 bilhões)
  8. Sauber – US$ 2,4 bilhões (R$ 12,96 bilhões)
  9. Racing Bulls – US$ 2,3 bilhões (R$ 12,42 bilhões)
  10. Haas – US$ 1,5 bilhões (R$ 8 bilhões)

O crescimento vai continuar?

Apesar do ambiente favorável, especialistas acreditam que o ritmo não será tão acelerado nos próximos anos. O múltiplo usado pela Forbes ainda é inferior ao de ligas como a NFL (10,7x) e a NBA (12,9x).

Um dos motivos é que as equipes não controlam a propriedade intelectual da categoria — essa prerrogativa pertence à Liberty Media, dona da Fórmula 1 desde 2017. Na NFL e na NBA, os times são coproprietários do campeonato.

Além disso, a Forbes observa que as equipes menos valiosas ainda não sustentam plenamente suas avaliações elevadas e podem levar anos para atingir lucratividade consistente — especialmente com o teto de custos subindo para US$ 215 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) na próxima temporada.

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