O grid para o Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2026 já está completo, assim como o calendário da temporada. Além da estreia da Cadillac, a Audi também ingressará na categoria — uma nova equipe alemã, assim como a Mercedes.
Além disso, a Alemanha ainda contará com Nico Hulkenberg dando continuidade à sua carreira. Ainda assim, ao observar o novo campeonato, uma ausência importante volta a chamar atenção: o Grande Prêmio da Alemanha.
A corrida não faz parte do calendário desde 2019, quando a F1 visitou Hockenheim pela última vez. No ano seguinte, o circo retornou à Alemanha em Nürburgring, então nomeado GP de Eifel, incluído excepcionalmente durante a pandemia de Covid-19 e realizado sem público.
Desde então, o retorno da prova tem sido tema recorrente, mas sempre envolto em incertezas. O AvD (Automobilclub von Deutschland) já avaliou essa possibilidade mais de uma vez, mas, segundo o presidente da entidade, Lutz Leif Linder, a chance de um retorno continua “muito complicada e improvável”.
Com ajuda do governo, famoso GP tem chance real de retornar a Fórmula 1
“As taxas de licenciamento e os custos de segurança de um evento desse porte não podem ser cobertos apenas com a venda de ingressos”, afirmou ele ao Motorsport Total.
Linder reconhece o crescimento global da popularidade da Fórmula 1, mas ressalta que isso também elevou significativamente os custos para sediar um Grande Prêmio — especialmente com a forte entrada de países emergentes no calendário.
Hoje, os valores exigidos pela Liberty Media são considerados altos demais para serem sustentados sem apoio governamental: “O apoio do governo seria justificado, considerando duas semanas de montagem, uma semana de desmontagem e um evento de quatro dias reunindo fãs e equipes”, explicou ele. “Toda a região se beneficiaria em turismo e economia no longo prazo, mas outros países já mostraram mais criatividade nessa área.”
Assim, mesmo com o aumento do interesse e com duas novas marcas chegando à F1, o retorno do GP da Alemanha permanece distante — preso ao alto custo e à falta de financiamento público necessário para viabilizá-lo.