A Red Bull Racing e o ex-chefe da equipe, Christian Horner, chegaram a um acordo financeiro pouco mais de dois meses após sua demissão, que ocorreu dias depois do Grande Prêmio da Grã-Bretanha. O britânico receberia cerca de 100 milhões de euros (R$ 721 milhões), porém decidiu finalizar o acerto em 75 milhões de euros (R$ 541 milhões).
Segundo informações do Sky Sports F1, a redução no valor fará com que ele esteja apto para voltar ao grid da Fórmula 1 já a partir do segundo semestre de 2026, caso deseje ter um novo cargo em alguma equipe da categoria.
A demissão de Horner aconteceu em julho deste ano, sendo decidida por conta de um conjunto de fatores, incluindo o alto salário, a renovação de contrato com Sergio Pérez e logo em seguida sua dispensa, além da promoção de Liam Lawson. De acordo com o “Corriere della Sera”, a rápida passagem do neozelandês na Red Bull, contribuiu para a queda, visto que ficou apenas duas corridas e logo foi substituído por Yuki Tsunoda.
Aos 51 anos, Horner que já estava na equipe há 20 e anos e possuía vinculo até o fim de 2030, teve sua carreira na Red Bull encerrada por conta dos baixos desempenhos do time na temporada. Nos últimos meses, os taurinos caíram de rendimento e atualmente, ocupam apenas a quarta posição do Campeonato de Construtores.
Outros fatores que contribuíram para a saída do britânico foi a acusação de conduta inadequada feita por uma ex-funcionária, gerando assim brigas com a família de Max Verstappen. Mesmo o caso sendo encerrado após investigação interna e Horner considerado inocente, o desgaste da história contribuiu para o fim antecipado do “casamento”.
Para o seu lugar, a Red Bull decidiu promover Lauren Mekies, que ocupava o lugar de chefe na Racing Bulls. Desde que assumiu a equipe, o ex-diretor da Ferrari, conquistou duas vitórias na temporada, na Itália e Azerbaijão, ambas com Max Verstappen.