O CEO da McLaren, Zak Brown, foi acusado de enganar o piloto da IndyCar, Alex Palou, sobre a concepção de uma vaga na Fórmula 1. Durante um processo judicial que iniciou em Londres, pedindo cerca de US$ 20 milhões, ação movida pela McLaren, onde busca uma indenização do espanhol.
A equipe papaya acusa o piloto e seus patrocinadores de terem desistido de um acordo para se juntar à equipe em 2023.
Quatro vezes campeão da IndyCar, Palou foi anunciado como o próximo piloto da McLaren na competição norte-americana em outubro de 2022, sendo contratado para juntar-se à equipe em 2024, 2025 e 2026, porém decidiu voltar atrás no acordo e decidiu permanecer na Chip Ganassi.
Em conversa com a mídia, o CEO da McLaren, Zak Brown comentou na época que: “Nos informado que não tinha intenção de honrar seu contrato conosco na IndyCar ou na Fórmula 1”, revelou o empresário, levando o assunto ao Tribunal Superior de Londres, fazendo com que a equipe busque indenização.
A McLaren afirma que ao recusar honrar o acordo, os custos por Palou inicialmente foi de US$ 1,3 milhão em valores adicionais com salários de pilotos, US$ 15,5 milhões em perdas de patrocinadores e US$ 4 milhões em receita com base no desempenho, do qual ele poderia ter tido na equipe.
Contudo, o lado do piloto espanhol argumenta que não precisam pagar nenhuma compensação e que Palou foi enganado sobre uma possível vaga no grid da Fórmula 1.
“Zak Brown persuadiu o Sr. Palou a deixar a Chip Ganassi e se juntar à McLaren sem maior consideração pelas obrigações contratuais, como alegadamente o Sr. Palou tinha. Ele fez isso com seu estilo típico de negociação, colocando pilotos e equipes uns contra os outros. Ele conseguiu convencer o Sr. Palou de que, se ele se juntasse à McLaren, poderia realmente conseguir uma vaga na F1. Quase no mesmo instante em que o Sr. Palou postou sua alegria, ele descobriu que Oscar Piastri estava postando uma mensagem semelhante, tendo sido recrutado pela McLaren”, declarou o advogado.
“Ficou claro que o Sr. Palou cometeu um erro ao se juntar à McLaren. Ele sentiu que havia sido enganado por Zak Brown, que o fez acreditar que seria promovido à F1, quando essa provavelmente nunca foi a intenção de Zak Brown. A única razão pela qual ele pensou em se juntar a uma equipe de segunda classe foi que seu principal interesse era ir para a F1 com uma equipe de muitos pilotos de corrida bem-sucedidos”, finalizou.