Alguns trechos de rádio não exibidos durante a transmissão do Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, expuseram um momento de estresse entre Carlos Sainz e a Williams. O espanhol foi instruído a entregar sua posição para o companheiro de equipe, Alexander Albon nas voltas iniciais da etapa de Monza.
Sainz, ocupava a oitava posição do grid, porém começou a ter problemas com seus pneus médios, enquanto Albon, estava logo atrás, tinha um ritmo bem melhor por conta dos seus compostos duros. Na segunda chicane, o espanhol errou e fez com que a equipe ordenasse uma troca de posições rápidas.
Sem querer atender essa determinação, Sainz pediu para antecipar sua parada no fim da volta 24, visto que acreditava perder menos tempo, caso cedesse: “Por que não paramos, então? Box no fim desta volta. Assim não perco tempo de prova”, respondeu.
Contudo, o engenheiro Gaetan Jego recusou essa ideia: “Se você parar agora, vai voltar atrás de cinco carros em um trem de DRS. Eles não têm ritmo, e você ainda está se afastando deles. É melhor ficar na pista e seguir a instrução”, afirmou a equipe, declarando que era necessário obedecer.
Mesmo não gostando desta ideia, Sainz acatou a ordem na volta 25 e abriu espaço para que o tailandês completasse sua manobra: “Eu acho que há mais a ganhar, não concordo, por favor”, finalizou o espanhol.
Albon permaneceu com o mesmo ritmo e finalizou a corrida em sétimo, garantindo mais uma prova com pontos, a quarta das últimas seis onde conseguiu este feito. Já Sainz caiu para 11º, visto que sofreu um toque no fim da corrida com Oliver Bearman.
Após a prova, Sainz explicou o motivo de não querer ceder inicialmente: “Eu precisava de perspectiva e da visão completa da corrida, entender o que estava acontecendo antes de fazermos a troca, e uma vez que explicaram, eu deixei passar”.
É importante relembrar que o espanhol já havia demonstrado insatisfação com a gestão de ordens internas da Williams, assim como ocorreu em Miami, quando perdeu a posição para Albon: “Isso não é como eu corro. Não me importo, perdi muita confiança em tudo”, reclamou Sainz, no rádio.
Ciente de toda a situação, James Vowles, chefe da Williams, garantiu que irá “apertar significativamente”, a comunicação, buscando evitar novos mal-entendidos.