Encaminhando-se para a última corrida da atual temporada da Fórmula 1, Gabriel Bortoleto também se despedirá do carro da Sauber, sua primeira equipe na principal categoria do automobilismo mundial. O brasileiro que a partir de 2026 será piloto da Audi, decidiu falar sobre o assunto, compartilhando que não está muito preocupado com a mudanças nos carros e no regulamento.
Durante uma conversa com a mídia no Grande Prêmio de Abu Dhabi nesta quinta-feira (04/12), Bortoleto destacou o ponto alto de seu primeiro ano como piloto titular de Fórmula 1, além de tudo o que aprendeu ao longo de 2025 sendo companheiro de equipe do experiente, Nico Hülkenberg.
Em seu primeiro ano como piloto da Sauber, o brasileiro comentou que focou em aprender tudo o que podia, já que vinha de dois títulos seguidos em categorias de base e agora, fez uma temporada sólida na Fórmula 1, sempre andando perto do alemão.
Gabriel destacou a corrida em Budapeste como um dos seus melhores momentos em 2025, quando conseguiu classificar-se em sétimo e terminando a prova em sexto.
“Não dá pra esquecer Budapeste. Acho que foi, até agora, minha melhor corrida da temporada. Foi uma ótima classificação no Q3, depois fiz uma ultrapassagem na primeira volta e consegui gerenciar muito bem os pneus, terminando a corrida em P6. Foi ótimo, porque acho que foi ritmo puro e muito divertido. Teve outras corridas também na Áustria, meus primeiros pontos, Monza, Spa. Acho que foram corridas muito boas também”, comentou.
Bortoleto relatou as exigências que só aparecem quando assumiu um cockpit da equipe de F1, mostrando que mesmo preparando-se na Fórmula 2 e 3, as coisas são diferentes.
“No lado das corridas, com certeza é a parte técnica. A quantidade de informação que recebi ao longo do ano, o aprendizado que tive com os engenheiros, estudando, fazendo tudo isso junto. Foi ótimo. No ano passado, no pós-temporada eu basicamente não sabia nada. Eu não tinha ideia do que queria do carro, do que precisava do carro. Eu até falei com meu engenheiro e ele perguntou: ‘Você lembra de algo do teste do ano passado? Como o carro estava?’ Eu disse: ‘cara, não me pergunta isso agora, foi há tanto tempo’. E eu não entendia nada, não quero te dar um feedback errado. Até porque o que eu gostava num carro não era o que eu estava usando, por exemplo”, explicou o brasileiro.
Com as mudanças no regulamento e nos próprios carros, o piloto da agora Audi, não está preocupado com isso, mesmo sendo algo difícil, principalmente para pilotos novatos.
“Olha, acho positivo, porque venho ‘pulando’ para carros novos por três temporadas seguidas agora. Então, quando eu entrei no carro deste ano na F1, os pilotos mais experientes estão guiando nessas regras desde quando, 2022? Então, no ano que vem, é um reset para todo mundo. E acho positivo, porque fiz isso na F3, fiz isso na F2, já guiei um carro novo na F1. E acho que pilotar um carro novo na F1, pegando o começo de um novo regulamento, é incrível. Uma oportunidade incrível”, finalizou.