Um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1, Ayrton Senna segue sendo assunto nos dias atuais, com pessoas contando novas histórias sobre o tricampeão mundial. Um desses novos temas foi contado por um ex-dono de uma equipe de Fórmula 1, que revelou uma oferta incomum do piloto brasileiro.
Eddie Jordan contou que ofereceu metade de sua equipe para Senna, querendo apenas que ele pilotasse pelo time.
A oferta teria sido feita em 1993, quando o piloto brasileiro vivia um momento delicado de sua carreira. Durante a temporada de 1991, quando conquistou seu terceiro título mundial, Senna via o crescimento da Williams, equipe do rival Nigel Mansell e já buscava alternativas para transferir-se para lá.
Na época, a Williams tinha acabado de contratar Adrian Newey, o mesmo projetista que ajudou a Red Bull a dominar nos últimos anos.
Com a equipe britânica correndo para otimizar tudo, Senna sabia que as coisas dariam certo e passou a cogitar uma saída da McLaren ainda em 1991. Recentemente, seu empresário, Julian Jakobu, revelou que tricampeão chegou ao Grande Prêmio da Bélgica de 1991, com contratos da McLaren e Williams na mão, precisando apenas escolher qual equipe iria correr no ano seguinte.
O empresário contou que estava certo de que Senna iria correr pela Williams, porém apenas uma ligação do presidente da Honda, Nobuhiko Kawamoto, mudou totalmente o rumo da história. Como o brasileiro era muito leal a marca japonesa, que o tinha levado para a McLaren em 1988, a empresa prometeu que permaneceria no time inglês.
Com um carro imbatível, a Williams dominou a categoria em 1992 e a Honda deixou o campeonato naquele ano. Piorando a situação, Alain Prost que tinha ficado de fora do grid por um ano, após ser dispensado da Ferrari, assinou com a equipe do Grove para o ano seguinte, tendo como um dos pedidos que o brasileiro não fosse contratado.
Ayrton chegou a cogitar ficar de fora da temporada de 1993, já que a McLaren não tinha a mesma tecnologia da Williams e ainda sofria com o motor Ford. Finalizando tudo, o brasileiro assinou um contrato de corrida a corrida, recebendo 1 milhão de dólares por GP.
Foi nessa história que Eddie Jordan entrou em cena. O irlandês era conhecido por sempre entrar em negócios furados, como o fato de perder Schumacher para Briatore após a estreia do alemão em 1991.
Durante sua participação no podcast Fórmula For Sucess, Jordan contou que foi apresentado por David Coulthard, oferecendo a Senna metade de sua equipe para que ele corresse pela Jordan em 1994.
“Ele estava desiludido na McLaren. Foi antes dele ir para a Williams. Ele não estava contente. Acredite ou não, eu ofereci a ele 50%, sem taxas, para ele pilotar pela Jordan, mas ele teria que ficar e se tornar um dono”, começou.
“Eu acreditava que, com Senna na equipe, o valor total da equipe seria mais que o dobro. Em outras palavras, a metade que eu estaria perdendo? Eu achei a ideia genial. Primeiro, eu teria um cara como Senna no meu carro, a equipe teria reconhecimento, e os valores de patrocínio iriam se multiplicar de maneira incrível”, revelou que possibilidade ainda entrou na cabeça do tricampeão mundial, mesmo não sendo aceita ao fim.
Na temporada de 1993, Prost conquistou o título mundial com a Williams e anunciou sua aposentadoria ao fim daquele campeonato. Finalmente, Frank Williams contratou o brasileiro para a temporada seguinte, na qual sofreu o acidente fatal.