Lewis Hamilton encerrou uma primeira temporada difícil com a Ferrari, finalizando em oitavo lugar no GP de Abu Dhabi. Com isso, algo impensável pelos fãs aconteceu: o britânico ficou a temporada toda sem ao menos subir no pódio.
Ainda assim, segundo Nico Rosberg, ex-companheiro de Hamilton na Mercedes, e rival na disputa pelo título em 2016, a aposentadoria não está – nem deveria estar – nos planos do heptacampeão.
Para o alemão, deixar a Ferrari agora seria uma “perda de prestígio”, e os problemas enfrentados em 2025 representam apenas um “pequeno arranhão” em seu legado, que conta com recordes incluindo de mais vitórias e poles na Fórmula 1.
Rosberg sobre Hamilton: “Não é uma forma digna de encerrar a carreira”
Hamilton deixou sua trajetória histórica na Mercedes para iniciar um projeto ambicioso na Ferrari em 2025. A união entre o piloto e a equipe mais vencedores da F1 gerou enorme expectativa, mas o desempenho ficou longe do esperado.
O britânico terminou sua primeira temporada sem conquistar pódios e foi amplamente superado por Charles Leclerc. Agora, no período de pré-temporada, Hamilton reflete sobre o futuro. Ele reafirmou sua intenção de voltar em 2026, mas os desafios reacenderam debates sobre sua forma física e competitividade.
Rosberg, que se aposentou logo após conquistar o título sobre Hamilton em 2016, foi direto ao avaliar a situação: “Foi uma temporada terrível para ele, e não é uma maneira digna de encerrar sua carreira”, disse à Sky F1.
Mesmo que o momento seja turbulento, Rosberg afirma que encerrar a carreira agora simplesmente não é uma alternativa: “Ele está numa posição muito complicada. Aposentar-se não é uma opção. Quem a Ferrari colocaria no lugar? E sair de um projeto tão grande após só 12 meses, porque é difícil, não faria sentido.”
Apesar das dificuldades, Hamilton conta com uma possível virada de chave em 2026. As mudanças profundas no regulamento — tanto no chassi quanto na unidade de potência — podem redefinir a hierarquia da F1.
“Essa é a grande esperança dele: o reset. O carro pode ser competitivo no ano que vem. Ele pode voltar a se sentir confortável, e esse tem sido o maior problema”, comentou Rosberg.
Mesmo com os resultados ruins, Hamilton segue tendo o apoio da Ferrari e da torcida italiana — apoio que, segundo Rosberg, pode acabar se não houver progresso em 2026: “Por enquanto, a Itália segue paciente. Mas isso não dura para sempre.”