A estreante Cadillac dará seu primeiro passo oficial na Fórmula 1 em novembro, quando realizará um teste de pista — embora ainda sem um carro próprio. A iniciativa será possível graças a um acordo com a Ferrari, que cederá à equipe americana um modelo mais antigo para a atividade.
O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, explicou que a colaboração vai além do empréstimo do carro, mostrando o tamanho da ajuda da equipe italiana para os novatos da categoria: “Também estamos cedendo à Cadillac dois de nossos dias de testes no TPC.”
Na Fórmula 1, TPC (Testing of Previous Cars) refere-se a testes realizados com modelos de temporadas anteriores, menos restritos que os com carros atuais. Pelo regulamento, cada equipe pode realizar até 20 dias de testes TPC por ano, utilizando um único carro.
A Ferrari, inclusive, deu um exemplo recente desse formato: no início do ano, Lewis Hamilton completou seu primeiro teste pela equipe com o SF-23, carro da temporada de 2023 — o mesmo modelo que será usado pela Cadillac. A parceria faz sentido, já que a montadora americana utilizará motores Ferrari a partir de 2026.
Um teste estratégico para a chegada na maior categoria da velocidade
Segundo Vasseur, o principal benefício do teste para a Cadillac vai além do desempenho na pista: “O desafio para a Cadillac é enorme. O principal problema não é o carro, mas a logística — a montagem da garagem, a infraestrutura, os sistemas de TI. Este será um excelente teste para que a equipe se prepare adequadamente para 2026.”
Sem essa oportunidade, a Cadillac só teria um “ensaio geral” durante os testes de pré-temporada de 2026, previstos para janeiro, em Barcelona — o que poderia ser tarde demais para ajustar processos e equipamentos.
No teste de novembro, a expectativa é que Sergio Pérez seja o único piloto a participar. Seu futuro companheiro de equipe, Valtteri Bottas, ainda tem contrato com a Mercedes como piloto de testes até o fim de 2025 e, portanto, não deve ser liberado para guiar o carro da Ferrari durante a atividade.