Lawrence Stroll segue investindo pesado na tentativa — até agora frustrada — de colocar a Aston Martin entre as grandes forças da Fórmula 1. Apesar do breve brilho no início de 2023, quando a equipe mostrou potencial mas não conseguiu vencer nenhuma corrida, o desempenho foi perdendo força ao longo da temporada.
Para 2026, ano de profundas mudanças na F1, o projeto da Aston Martin parece irretocável. A equipe contará com a Honda como fornecedora exclusiva de unidades de potência — a mesma Honda que enfrentou inúmeras falhas entre 2015 e 2018, mas que depois impulsionou Max Verstappen e a Red Bull a uma sequência dominante de seis títulos mundiais entre 2021 e 2024.
E, comandando o desenho do carro, está ninguém menos que Adrian Newey, recém-saído de uma colaboração de enorme sucesso com a Honda no eixo Milton Keynes–Sakura e considerado um dos grandes gênios da aerodinâmica na F1.
Montoya prevê título para a Aston Martin
Para Juan Pablo Montoya, a ascensão da equipe é apenas questão de tempo. Em entrevista ao PokerStrategy, o ex-piloto afirmou: “Fernando Alonso não pode ser descartado da disputa pelo título no ano que vem. Se Adrian Newey tornar a Aston Martin competitiva em 2026, eles terão sucesso em 2027.”
Montoya prevê sucesso até mesmo em 2028, mas ai seria uma má notícia para Fernando Alonso, já que teria um adversário implacável pela frente: o tempo. Até lá, o espanhol já teria 47 anos e muito provavelmente estará fora da categoria, perdendo a chance de ter o possível melhor carro nas mãos.
“A Aston Martin terá um campeão mundial nos próximos três anos, eu garanto. Todas as vezes que a Honda entrou na F1, eles venceram. Não tenho 100% de certeza de que a Aston Martin será competitiva no ano que vem, mas se Newey encontrar as brechas certas no regulamento, eles dominarão.” – afirmou Montoya.
O colombiano acredita que o conjunto Honda + Newey, aliado ao investimento de Stroll, colocará a equipe no caminho das vitórias — e, em sua visão, não demorará para que um título venha. Pena para Fernando Alonso, que pode não existir tempo para isso.