Depois de três décadas longe da rotina das pistas, Marco Greco, um dos nomes mais emblemáticos do automobilismo brasileiro, volta a acelerar — e carrega consigo uma história digna de reverência na última etapa do SBK Brasil 2016. Primeiro piloto do Brasil a competir na recém-criada Indy Racing League (IRL) nos anos 1990, Greco retorna ao cenário competitivo com a mesma paixão que o guiou ao longo de uma carreira marcada por desafios e feitos inéditos.
Muito antes de sentar em um cockpit de fórmula, Marco começou sua trajetória sobre duas rodas. Foi campeão paulista e brasileiro de motovelocidade, tendo disputado entre 1981 e 1986 um total de 15 provas no Mundial de Motovelocidade, na categoria 500cc. Embora não tenha pontuado, sua passagem deixou claro o espírito competitivo que o acompanharia nos anos seguintes.
A virada de chave veio com os carros de fórmula. Após experiências na Fórmula 3 Britânica, Greco foi contratado como piloto de testes da Fondmetal, equipe de Fórmula 1 — seu único contato direto com a categoria máxima do automobilismo mundial. Sem espaço para avançar na F1, migrou para os Estados Unidos, onde sua carreira tomaria um rumo marcante.
Em 1992, passou a competir na Indy Lights, e no ano seguinte estreou na Fórmula Indy, correndo as 500 Milhas de Indianápolis pela Sovereign Motorsports. Entre 1993 e 1996, passou por equipes como Arciero Racing, Galles, Dick Simon Racing e Team Scandia. Foi por esta última que correu os GPs de Miami e Rio de Janeiro antes de abraçar um novo desafio: a nascente Indy Racing League, atual IndyCar Series.
Em 1997, Marco alcançou sua melhor posição no campeonato da IRL, terminando em terceiro lugar na classificação geral, mesmo sem vitórias ou pódios. No ano seguinte, escreveu mais um capítulo ousado de sua história ao fundar a própria equipe: a Phoenix Racing. Curiosamente, encerrou sua carreira justamente no GP de Phoenix, em 1999 — cidade que compartilha o nome da escuderia criada por ele.
Mesmo depois de pendurar o capacete, a velocidade continuou correndo em suas veias. Agora, com a mesma determinação que o levou a ser pioneiro na Indy, Marco Greco está de volta.