Daniel Ricciardo completou 36 anos nesta terça-feira (01/07), e agora o ex-piloto da Red Bull e da Racing Bulls, está aproveitando sua aposentadoria precoce e não tem interesse de voltar. Diferente dos rumores de que o australiano esteja na disputa por uma vaga na Cadillac F1 na próxima temporada, seu retorno para a categoria ou qualquer outra está fora de cogitação.
O mundo das corridas permanece em segundo plano na vida de Ricciardo, que faz algumas participações ocasionais como convidado de honra. Assim é o caso da Karting Series (categoria juvenil monomarca que é disputada em karts comercializados pelo ex-piloto australiano), que viu o piloto de 36 aos de Perth como protagonista durante o fim de semana no kartódromo inglês de Buckmore Park, antes de aparecer ao torneio de Wimbledon em Londres, na última segunda-feira (30).
No momento, Ricciardo falou com site oficial da Fórmula 1, onde confirmou que se acostumou a vida de um ex-piloto aposentado.
“Estou bem, estou apenas curtindo um pouco a vida na ‘faixa lenta’. Quer dizer, parece estranho falar sobre aposentadoria quando você tem apenas 35 anos, mas pelo menos me aposentei do mundo em que vivia e é fantástico . Estar na pista de kart hoje? Bem, é a primeira vez que volto a uma pista desde que estive em Cingapura, então já faz alguns meses. Mas é bom ver as crianças correndo. Foi por isso que comecei a correr”, declarou.
Nas suas últimas declarações, o australiano não parece está ansioso em retornar à um carro de Fórmula 1, e mesmo que tenha essa vontade, algumas dicas ditas ultimamente sobre um possível retorno ao paddock, será apenas para participações especiais futuras ligadas a eventos comerciais, longe de um emprego no grid principal.
“ Tirei fotos com grupos de crianças e posso dizer que eles fizeram amizades que, para muitos deles, durarão a vida toda. Meu melhor amigo hoje é alguém com quem eu costumava correr de kart. É bom voltar ao básico. Agora que me afastei um pouco deste mundo e minha vida não é mais tão agitada, é bom lembrar como as coisas eram no início da minha carreira . Eu, o ídolo deles? Bem, todos nós temos nossos heróis e eu ficaria muito nervoso em conhecer alguém que eu admirasse, então entendo que pode ser um pouco chato às vezes. Mas essas crianças parecem bem tranquilas e imagino que não sou o único piloto que elas já conheceram antes.
Se eu pudesse dar um pouco de inspiração só de estar aqui e conversar com algumas crianças, seria ótimo. É algo que eu realmente apreciava quando tinha oito ou dez anos. Acho que tive muita sorte com os conselhos, porque sempre me diziam: ‘ Vá e divirta-se ‘. Não se tratava de tentar impressionar ninguém ou ser alguém que você não é. Isso me ajudou de certa forma, porque correr é… assustador e isso me deu um pouco mais de confiança em mim mesmo na escola também. Mas, no que diz respeito a dirigir, eu estava honestamente apenas me divertindo. Eu estava brincando com meus amigos, andávamos de patinete e coisas assim, e meu pai sempre me arrastava e dizia: ‘ O kart está no grid, coloque seu capacete! ‘. O kart muitas vezes era secundário. Era apenas estar naquele ambiente com meus amigos”, finalizou Ricciardo.