Um dos trabalhos mais complicados da Fórmula 1 nos últimos anos é ser companheiro de equipe de Max Verstappen e em 2026, quem terá essa difícil missão é Isack Hadjar, que foi promovido para o segundo assento da Red Bull. Para ajudar na adaptação, o holandês listou as qualidade que mais valoriza para quem estará ao seu lado na garagem e que uma amizade fora das pistas é dispensável.
Franco-argelino teve um ano de estreia considerado positivo, ficando à frente do seu companheiro de Racing Bulls, Liam Lawson, com direito a pódio no Grande Prêmio dos Países Baixos.
Fora Daniel Ricciardo, todos os outros pilotos que foram companheiros de equipe de Verstappen na Red Bull tiveram muitos problemas na hora de acompanhar o agora tetracampeão mundial. A lista de “vítimas” do holandês conta com nomes como: Pierre Gasly, Alexander Albon, Sergio Pérez, Liam Lawson e Yuki Tsunoda.
Mesmo passando por muitas dificuldades, quem mais durou nesse cargo na equipe austríaca foi Sergio Pérez, que dirigiu pela Red Bull por quatro temporadas e em algumas oportunidades, conseguiu superar o holandês nas pistas. Contudo, o desempenho muito abaixo do esperado em 2024, custou o Mundial de Construtores da equipe naquele ano, com o mexicano sendo dispensado ao fim do campeonato.
Assumindo seu assento em 2025, Lawson foi o escolhido e não conseguiu passar de duas corridas, visto que ficou correndo nas últimas posições durante as provas. A Red Bull decidiu dar uma chance a Tsunoda, que substituiu o neozelandês a partir do GP do Japão, mas sem a evolução esperada. O melhor resultado de Yuki na temporada ocorreu no Azerbaijão, quando terminou em sexto lugar, mas não foi o suficiente para que ele subisse no Mundial de Pilotos, que finalizou apenas em 17º.
Por todas as dificuldades que os ex-companheiros passaram por correrem ao seu lado na Red Bull, Verstappen falou sobre o que um companheiro de equipe precisa ter para se dar bem na equipe. Segundo o holandês, é necessário que a pessoa tenha um “bom entendimento” e que partilhe informações de maneira aberta para que ajude a equipe a progredir.
“Alguém que também seja bom no desenvolvimento do carro com a equipe. Assim, há bom entendimento entre os pilotos. Amigável, divertido, de mente aberta, sem esconder nada durante todo o fim de semana entre ambos. No geral, que apenas tente impulsionar a equipe. Acho que isso é o mais importante”, revelou Max à Viaplay.
Mas o holandês fez questão de deixar claro que ter uma amizade com seu companheiro de equipe não é necessário, mas caso aconteça, será uma vantagem: “Se formos bons amigos fora das pistas, isso é uma vantagem, mas não é necessariamente essencial, desde que sejamos muito profissionais na pista e isso beneficie a equipe”.
Com a grande mudança no regulamento técnico de 2025, é provável que Isack Hadjar consiga fazer uma boa temporada e que ele consiga ter uma vantagem em relação aos seus antecessores.