Após o final da temporada 2025, a Mercedes sofreu uma grande baixa para o próximo ano: a saída do engenheiro brasileiro que trabalhava como estrategista sênior, Leonardo Donisete da Silva, deixando o time de Toto Wolff. A informação foi confirmada pela equipe do Flechas Prateadas, ao Grêmio Prêmio.
Leonardo chegou à Mercedes em janeiro de 2017 e iniciou como trainee, porém não demorou muito para crescer na equipe e ocupar um cargo de sênior no pit-wall, trabalhando diretamente ao lado de membros importantes do corpo técnico. Durante sua última passagem em Interlagos, que aconteceu este ano, ele conversou com o site Grande Prêmio, explicando a função que desempenhava no time alemão.
“O meu papel quando estou no circuito é ser realmente o coordenador de todas as atividades ligadas à estratégia do time. Durante as sessões, eu fico no pit-wall, próximo do engenheiro-chefe, do diretor-esportivo e encarregado de todos os planos que envolvem estratégia, tanto no treino livre, no treino classificatório e na corrida”, revelou.
Neste mesmo dia, Leonardo contou sobre a expectativa do time para o próximo ano, com todas as grandes mudanças que entraram em vigor no regulamento técnico com as novas unidades de potência. Ne ocasião, ele salientou que a Fórmula 1 “ainda é um esporte de aerodinâmica”, chegando a comentar sobre a possível vantagem da Mercedes.
“O chassi sempre vai ganhar. Em 2014, quando tivemos um carro novo e um novo motor, o motor da Mercedes era muito melhor do que os outros. Então a Williams, que tinha o motor Mercedes, marcou vários pódios. Mas ganhar, eles não ganharam, porque o chassi era inferior. Se você quer ganhar um campeonato, você tem de acertar os dois”, enfatizou.