Dono de sete título mundiais no Campeonato de Pilotos de Fórmula 1, Michael Schumacher tem seu grande sucesso ligado à sua capacidade de encorajar uma mentalidade de equipe, dentro e fora da pista.
Em sua carreira vitória, o alemão conquistou seus dois primeiros campeonatos pela Benetton em 1994 e 1995. Após um certo tempo, Schumacher decidiu buscar um novo rumo na Ferrari, conquistando mais cinco títulos mundiais de maneira consecutiva entre 2000 e 2004, totalizando sete, recorde que manteve até Lewis Hamilton igualar e agora dividirem os holofotes.
Sob a orientação vitoriosa de Ross Brown, Michael tornou-se um ícone da Fórmula 1. com o britânico ocupando a direção de diretor técnico da Benetton durante as vitórias do alemão e posteriormente, na Ferrari. O ex-produtor do Top Gear, Andy Wilman, relembrou que Brawn explicou qual seria o papel de Schumacher na criação da equipe vencedora.
“Quando (Schumacher) vai para a Ferrari, a magnitude do trabalho é enorme. Todo piloto da Ferrari que vai para lá reclama se algo não está certo. Alguma vez o ouvimos reclamar? Ele chega lá, o carro é um desastre em 96 e ele sabe que tem um plano de quatro ou cinco anos para trazê-lo de volta a glória”, contou.
Wilman continou explicando no podcast High Performance, que Schumacher na hora do almoço gostava jogar futebol com os mecânicos. De acordo com ele, o alemão estava acompanhado com os trabalhadores em todo o momento, fazendo várias coisas juntos, além de cumprimentar à todos enquanto passeava pela fábrica.
Brawn ainda acompanhou Schumacher nos seus três anos competindo pela Mercedes, durante seu retorno à Fórmula 1. Nos dias atuais, o ex-dirigente de 71 anos permanece amigo íntimo do piloto e seus familiares, sendo um dos poucos amigos que continuavam participando de sua vida, após o grave acidente de esqui que sofreu em 2013.