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Relação entre Osama Bin Laden e a Fórmula 1 foi revelada para surpresa geral

Por Leandro Geraldone
3 de janeiro de 2026
Em Últimas notícias
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Até o fim da década de 1960, a publicidade na Fórmula 1 era extremamente limitada. Tudo mudou quando fornecedores de pneus e combustíveis — Firestone, BP e Shell — anunciaram sua saída do esporte por não poderem estampar suas marcas nos carros.

A FIA, então, decidiu inovar e liberou patrocínios a partir de 1968, iniciando uma verdadeira revolução no paddock. A seguir, veja uma lista com alguns dos patrocínios mais curiosos — e inusitados — da história da categoria:


Gold Leaf

Não é exatamente estranho, mas é histórico: a Gold Leaf é amplamente reconhecida como o primeiro grande patrocinador da Fórmula 1.

Antes de 1968, empresas como a Firestone até podiam apoiar financeiramente as equipes, mas foi a Imperial Tobacco quem realmente inaugurou a era moderna do patrocínio ao associar sua marca à Lotus.

A equipe passou a se chamar Gold Leaf Team Lotus, adotando o icônico visual vermelho, branco e dourado. A partir daí, o patrocínio comercial se tornou parte essencial do esporte.


Bitten Hisses

Por décadas, marcas de cigarro dominaram a F1 — Marlboro, Rothmans, West, entre outras. Mas, na metade dos anos 1990, com o avanço das restrições à propaganda de tabaco, as equipes precisaram ser criativas.

A Jordan, patrocinada pela Benson & Hedges, passou a usar disfarces divertidos para contornar os limites legais, como:

  • Bitten Hisses (“Chiados Mordidos”), com pintura de cobra
  • Buzzin Hornets (“Vespas Barulhentas”)
  • Be On Edge (jogo com “BensOnHedges”)
  • Bitten Heroes (“Heróis Mordidos”)

Eiffelland

Gunther Hennerici, empresário do setor de trailers, decidiu transformar sua paixão por corridas em um time de F1 no início dos anos 1970.

Comprou um March 721, contratou o designer Luigi Colani para redesenhar o carro e colocou Rolf Stommelen ao volante em 1972. Após apenas oito corridas, sem resultados e com o patrocinador desistindo, Hennerici encerrou o projeto.


Bin Laden

No começo dos anos 1970, Frank Williams perdeu não só seu piloto Piers Courage em Zandvoort, como também o apoio financeiro da família Courage. Buscando novos investidores, Williams recorreu a contatos na Arábia Saudita.

A equipe logo recebeu patrocínios da Saudi Airlines, TAG, Dallah-Avco e também da Albilad, empresa pertencente à então desconhecida família Bin Laden — sim, a mesma de Osama Bin Laden, que só se tornaria mundialmente famoso décadas depois.

Por um breve período, a equipe correu como Albilad-Saudi Racing Team. Após alguns títulos de construtores, os sauditas encerraram o apoio, e a família Bin Laden deixou a F1.


ABBA

Em 1981, o sueco Slim Borgudd recebeu a chance de correr na ATS, mas precisava levar patrocinadores. Recorreu ao amigo Björn Ulvaeus, com quem havia fundado a banda ABBA.

A condição era simples: colocar o nome do grupo no carro. Borgudd não venceu corridas, mas atraiu grande atenção midiática — justamente o que ele precisava para buscar novos apoiadores.


Lada

Por anos, a Lada foi símbolo da indústria automobilística estatal soviética. Após a queda da URSS, começou um processo de modernização, incluindo participação em ralis.

Em 2010, com Vitaly Petrov estreando como o primeiro piloto russo na F1, a marca entrou na categoria estampando o Renault R30. O acordo fez sentido: a Renault possuía 25% da AvtoVAZ, empresa controladora da Lada. O anúncio do patrocínio foi feito pessoalmente por Vladimir Putin.


Durex

Hoje seria algo comum, mas, nos anos 1970, a chegada da marca de preservativos Durex como patrocinadora da Surtees causou grande escândalo.

A BBC chegou a suspender transmissões ao vivo e exigiu que John Surtees retirasse o nome da marca dos carros — pedido que ele recusou. Só com a disputa acirrada entre Niki Lauda e James Hunt, no fim da temporada, a emissora voltou atrás.


Penthouse

Outra polêmica dos anos 1970 envolveu a revista adulta Penthouse, que patrocinou a equipe Hesketh em 1976. O carro exibia três ilustrações de mulheres na lateral. Curiosamente, ao contrário da Durex, a BBC não se opôs ao patrocínio.


Rich Energy

Em 2019, a Haas viveu um dos maiores vexames comerciais recentes. A Rich Energy, suposta fabricante de energéticos, prometeu dinheiro e produtos, mas não entregou nada.

Seu proprietário, William Storey, passou a criticar a equipe nas redes sociais, e o valor nunca foi pago. A Haas rompeu o contrato ainda no meio da temporada.


ELEMIS

Cuidado com a pele e automobilismo não costumam andar juntos, mas a Aston Martin surpreendeu ao anunciar, em 2024, uma parceria com a marca de skincare ELEMIS — o mais recente patrocínio inusitado da categoria.

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