Oscar Piastri elogiou a McLaren pela forma como a equipe permitiu que ele e Lando Norris disputassem o título mundial de 2025 em condições iguais, apesar das críticas externas. Os dois companheiros de equipe travaram uma disputa intensa ao longo da temporada, mas foi o britânico quem saiu campeão, garantindo seu primeiro título na final de Abu Dhabi, com 13 pontos de vantagem sobre o australiano.
A batalha interna teve um tom diferente de outras rivalidades históricas entre pilotos da mesma equipe: ambos competiram com respeito, seguiram as chamadas “regras papaia” — o código interno da McLaren para garantir justiça — e mantiveram a postura esportiva mesmo em momentos delicados.
Isso incluiu Piastri devolver o segundo lugar a Norris em Monza após um pit stop lento do britânico, ou o episódio polêmico de Singapura, quando um toque entre os dois gerou repercussão nos dias seguintes.
Equipe causou polêmica com a postura adotada
A abordagem dividiu opiniões, já que muitos acreditavam que o duelo interno acabava entregando pontos a Max Verstappen, cuja Red Bull era totalmente estruturada ao redor do tetracampeão.
Ainda assim, Piastri está convencido de que a McLaren tomou a decisão correta ao não favorecer nenhum piloto — e indicou que a filosofia deve continuar mesmo com a chegada do novo regulamento em 2026.
“Isso mostra a forma como encaramos as corridas”, disse ele. “Não é simples lutar ao mesmo tempo pelo mundial de pilotos e de construtores com dois pilotos tão parelhos, mas sabíamos que esse seria um desafio.”
O australiano reconhece que houve momentos tensos, mas acredita que a competitividade interna beneficiou a ambos: “Sim, às vezes ficava complicado para todos, mas acho que tanto eu quanto Lando nos tornamos pilotos melhores por levarmos um ao outro ao limite. No fim das contas, isso foi positivo.”
Ele revelou que a dupla e a equipe devem conversar na pré-temporada sobre ajustes para 2026, mas reforçou a gratidão pela igualdade de oportunidades: “No final, eles nos deram a melhor chance possível de lutar de forma justa por um campeonato mundial — e isso é tudo que se pode pedir.”