Alex Dunne está em negociações avançadas com a Alpine para assumir um cargo na Fórmula 1 em 2026, e o irlandês é apontado como forte candidato à função de piloto reserva. O piloto da Fórmula 2 está perto de fechar com a equipe após suas conversas com a Red Bull travarem, mesmo depois de meses de tratativas.
Depois de despontar como uma das revelações da Fórmula 2 nesta temporada, Dunne pode combinar uma segunda campanha na categoria com o papel de piloto reserva e piloto de testes/desenvolvimento da Alpine.
Fontes indicam que ele esteve em longas conversas com Flavio Briatore, consultor executivo da Renault, nas últimas semanas — e que o acordo está muito próximo de ser concluído e oficializado.
Piloto precisa cumprir regra importante da FIA para correr com um F1
Aos 20 anos, porém, Dunne ainda não reúne os pontos necessários para obter a Superlicença completa da FIA, requisito obrigatório para correr na F1. Ele já possui a Superlicença de “sexta-feira”, mas precisava terminar o campeonato da F2 entre os três primeiros para garantir a pontuação exigida.
Segundo relatos, se Dunne já tivesse conquistado a Superlicença, teria disputado uma vaga de titular na Alpine para 2026. A incerteza sobre a pontuação — descrita como “uma ameaça constante” — já teria lhe custado oportunidades em outras equipes.
Ele ainda tinha chances de terminar o campeonato no top 3 na final em Abu Dhabi, mas acabou abandonando após uma colisão na corrida principal. A Alpine acompanhava atentamente essa possibilidade, e a conquista da Superlicença teria facilitado muito sua assinatura.
Apesar disso, o time francês não vê o atual cenário como um obstáculo. Existe, inclusive, a possibilidade de que seu desempenho na F2 em 2025, somado às participações consistentes no TL1 com a McLaren, permita que a FIA conceda uma dispensa — algo previsto no regulamento quando o piloto demonstra capacidade suficiente.
Independentemente da situação na F1, Dunne seguirá na Fórmula 2 pela Rodin Motorsport em 2026. Se as negociações com a Alpine forem concluídas e a Superlicença obtida, especula-se que o piloto poderá disputar uma vaga de titular já nesta temporada, especialmente caso algum dos pilotos atuais não corresponda às expectativas.
Pierre Gasly segue como uma referência no pelotão intermediário, extraindo bons resultados graças à experiência, enquanto Franco Colapinto tem enfrentado dificuldades de adaptação à F1 desde sua estreia em 2024. Apesar do contrato assegurado para 2026, a continuidade de resultados abaixo do esperado pode deixar o argentino vulnerável.
Espera-se também que Paul Aron permaneça como piloto reserva, enquanto Jack Doohan deve deixar a equipe. Doohan participará de um teste da Super Fórmula no Japão com apoio da Toyota nesta semana, mirando uma mudança para a categoria em 2026 — movimento que pode abrir caminho para um futuro papel de piloto reserva na Haas, que fortalece cada vez mais sua parceria técnica com a Toyota Gazoo Racing.
A saída de Doohan criaria espaço para mais um jovem piloto na Alpine, e tudo indica que Dunne está perto de preencher essa vaga — embora qualquer anúncio oficial deva levar algumas semanas.
Dunne já mantinha conversas avançadas com Helmut Marko na Red Bull, que demonstrou interesse em contratá-lo após sua saída do programa da McLaren. Rumores indicam que suas avaliações internas impressionaram a chefia da equipe.
No entanto, decisões tomadas unilateralmente por Marko no programa júnior — e que desagradaram à diretoria — acabaram atingindo Dunne, que ficou no meio das disputas políticas.
Dunne, que integrou o programa de jovens pilotos da McLaren em 2024 na Fórmula 3, subiu à F2 neste ano e venceu logo no Bahrein. Desde então, tornou-se presença constante na luta pelas primeiras posições e um sério candidato ao título, apesar de perder terreno devido a erros operacionais da equipe e incidentes de corrida.