Para a Ferrari, o encerramento de uma das temporadas mais difíceis de sua história na Fórmula 1 está próximo. Em 23 corridas, a equipe só conseguiu levar Charles Leclerc ao pódio sete vezes — e sem nenhuma vitória. Embora o monegasco tenha conquistado sua única pole do ano na Hungria.
Ao mesmo tempo, a tão aguardada estreia de Lewis Hamilton em Maranello acabou se transformando, ao longo dos meses, em um verdadeiro pesadelo. E esse terror se arrastou durante o ano, tanto para o piloto hexacampeão, quanto para os apaixonados torcedores da equipe italiana.
Tirando a pole e a vitória na Sprint da China — resultados que não entram nas estatísticas oficiais — Hamilton não subiu ao pódio nenhuma vez em seu ano de estreia com a Ferrari. O britânico, inclusive, estabeleceu um recorde indesejado: tornou-se o piloto com mais corridas pela equipe sem nunca terminar entre os três primeiros.
A isso se somam suas recentes dificuldades nas classificações, com eliminações no Q1 (algo raríssimo para ele, exceto por falhas técnicas), além de críticas recorrentes sobre sua experiência atual na equipe. Ou seja, um desastre completo.
Fim de 2025 e sonho com os novos regulamentos da Fórmula 1
Diante desse cenário, a Ferrari chega ao último fim de semana da temporada buscando, ao menos, encerrar 2024 com um pouco de dignidade. O chefe da equipe, Frédéric Vasseur, resumiu o momento e confirma a última etapa de 2025 como um ponto final para o time.
“Abu Dhabi marca o fim de uma temporada longa e exigente para os pilotos e para toda a equipe. Em Yas Marina, daremos tudo até o fim e tentaremos terminar o campeonato da melhor forma possível.”
Seu objetivo agora é virar a página e direcionar totalmente os esforços para 2026, quando entra em vigor o novo regulamento técnico que promete redefinir os rumos da Fórmula 1. E assim, quem sabe a Ferrari pode voltar aos tempos de glória, que estão passando longe dos lados de Maranello.