O ex-chefe da Haas na Fórmula 1, Guenther Steiner, nomeou uma possível aposentadoria de Lewis Hamilton, acreditando que o britânico possa considerar “pendurar o capacete”, caso não consiga avançar com a Ferrari na próxima temporada.
O heptacampeão viveu um ano de estreia muito abaixo do esperado com a Scuderia — um capítulo que se encerra no Grande Prêmio de Abu Dhabi, neste fim de semana. Essa será também a última chance de Hamilton conquistar seu primeiro pódio em um GP pela Ferrari, já que, até agora, só subiu ao top 3 em corridas Sprint, na China e em Miami.
Após a pausa de verão, Hamilton chegou a apresentar sinais de recuperação, mas o rendimento voltou a cair nas etapas finais. No Catar, por exemplo, o piloto de 105 vitórias foi eliminado na SQ1 e na Q1, além de terminar fora da zona de pontuação tanto na sprint quanto na corrida principal.
Lewis Hamilton tem uma nova esperança na F1: mudanças no regulamento
A esperança do britânico está nos novos regulamentos de unidade de potência, que devem favorecer seu estilo de pilotagem — diferente da era do efeito solo, que foi especialmente desafiadora para ele. Assim, a pressão recai sobre a Ferrari: entregar um carro competitivo em 2026 será essencial. Caso contrário, Steiner acredita que grandes mudanças podem ocorrer antes de 2027.
“Acho que todos criamos expectativas muito altas”, disse Steiner à Lottoland. “Um heptacampeão mundial, considerado um dos maiores de todos os tempos, chegando à Ferrari, a equipe mais icônica da F1. Mas, logo no início do ano, a realidade apareceu.”
O ex-chefão da Hass expos seu pensamento sobre uma possível saída das pistas: “Ele certamente vai usar o próximo ano como referência. Se for competitivo, deve continuar. Mas, se não for — e já passou dos 40 anos — talvez esteja mais próximo da aposentadoria.”