A Pirelli levará para o Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1 os mesmos pneus do ano passado: C3, C4 e C5. A fabricante declarou que o desgaste não será um fator determinante e a degradação terá origem térmica. O gerenciamento do superaquecimento dos compostos, especialmente da parte traseira, será importante.
Depois da breve ida para ao Canadá, a F1 retornará à Europa para seis semanas de corridas que concluirá a primeira fase da atual temporada. Tudo já irá começar neste fim de semana, no Circuito Red Bull Ring, local de propriedade da empresa austríaca de mesmo nome e mundialmente conhecido por conta da sua bebida energética e pelas equipes espalhadas pelo planeta.
Depois de três temporadas consecutivas em que a etapa foi realizada no formato sprint, este ano acontecerá no formato clássico, com três sessões de treinos livres (duas na sexta e uma no sábado), classificação e a corrida, no domingo.
A seleção de compostos disponíveis para as equipes permanece inalterada em relação a temporada passada: C3 como duro, C4 médio e C5 como macio. O asfalto do Red Bull Ring é muito antigo e tem um alto nível de abrasividade, porém o desgaste não é um fator determinante.
Com poucas curvas, o circuito não é considerado muito severo em termos de forças nas laterais exercidas sobre os pneus. A degradação tem uma origem predominantemente térmica, principalmente devido às diferentes e abruptas frenagens e acelerações causadas pelo traçado da pista.
O gerenciamento do superaquecimento dos pneus, especialmente no eixo traseiro, é um dos grandes desafio. Além disso, as temperaturas do ar e do asfalto podem ser bastante altas, dada a localização no calendário.
Temporada passada
Segundo a tradição desta pista, a estratégia mais eficaz foi a de duas paradas: aqueles que fizeram três ou mais paradas – Max Verstappen, Charles Leclerc, Fernando Alonso e Logan Sargeant, por motivos extraordinários e não de forma planejada.
Na largada, todos os pilotos do grid usaram pneus médios: o único a começar a corrida com pneus duros foi Guanyu Zhou, que largou dos boxes. O C4 e C3 foram as estrelas da corrida, com o C5 sendo vista apenas no final, usando por Verstappen nas últimas sete voltas após o pit stop forçado e por Alonso para tentar obter a volta mais rápida da corrida, o que ele conseguiu.
O stint mais longo de todos os tempos foi concluído por Daniel Ricciardo, que completou 34 voltas com pneus duros. Nos compostos médios, o recorde fica com Pierre Gasly, com 29 voltas completas.