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Teste no carro de Norris foi descoberto e FIA foi avisada

Por Leandro Geraldone
29 de novembro de 2025
Em Últimas notícias
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A McLaren precisou solicitar uma isenção especial à FIA antes da única sessão de treinos livres para o Grande Prêmio do Catar, na última sexta-feira (28), após enfrentar problemas com os dois carros — especialmente com o de Lando Norris, líder do campeonato.

Cerca de 90 minutos antes do TL1, as equipes são obrigadas a posicionar um dos carros em frente às suas garagens por uma hora, permitindo que mídia e fãs com passe para os boxes o observem. A atividade é conhecida como “Mostre e Conte”.

No Circuito Internacional de Lusail, a McLaren demorou a exibir o MCL39 e só colocou o carro de Oscar Piastri na área de exibição perto do fim, o que levantou especulações. Depois, descobriu-se que o time estava realizando testes incomuns no carro de Norris.

Ted Kravitz, da Sky Sports F1, explicou: “A McLaren teve alguns problemas com os dois carros e recebeu uma isenção do delegado técnico da FIA, Jo Bauer, para adiar a liberação de um carro na pista. Eles conseguiram colocá-lo mais tarde. Mas estão fazendo testes não destrutivos (NDT) em várias superfícies do carro de Lando Norris. Ainda não sei por que precisaram substituir tantas peças. Eles usam uma sonda para verificar se há rachaduras.”

Qual foi o intuito do teste realizado no carro de Norris?

O objetivo desse tipo de teste, especialmente tão próximo da sessão, foi detalhado por Bernie Collins, analista técnica da Sky Sports F1 e ex-estrategista-chefe da Aston Martin: “A maior parte do carro é feita de fibra de carbono, que pode rachar internamente. As pequenas fibras podem se romper, geralmente após contato com uma parede. Nesse caso, você inspeciona áreas como a suspensão dianteira direita e procura qualquer fissura.”

Collins sugeriu que o impacto sofrido na etapa anterior, em Las Vegas, pode ter motivado a inspeção: “Talvez, por conta das vibrações, eles quisessem confirmar que nada interno foi comprometido.”

Ela destacou, porém, que esse tipo de avaliação normalmente não é feito na sexta-feira de manhã: “Isso geralmente ocorre na quarta ou na quinta, quando o carro está sendo montado. Talvez eles tenham visto algo anormal ao ligar o carro hoje.”

Segundo ela, a checagem também pode ter sido provocada por leituras imprecisas de sensores: “Eles zeraram vários sensores antes do carro ir para a pista, e talvez algum tenha indicado falha, o que levou ao teste não destrutivo.”

Collins concluiu que se trata de uma medida de proteção: “É apenas uma questão de segurança, para garantir que o carro esteja em condições adequadas antes de entrar na pista.”

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