Mick Schumacher já demonstrou está ansioso em saber como será seu futuro na IndyCar, demonstrando uma empolgação real. Após deixar a Fórmula 1, o alemão deseja vivenciar novamente uma experiência integral e corrida que lhe pareça adequada.
“É fantástico. É isso que as corridas deveriam ser”, explicou Mick, sobre o que lhe convenceu a fazer a mudança.
Filho do heptacampeão mundial de Fórmula 1, Michael Schumacher, Mick surpreendeu no início de sua trajetória até chegar na Fórmula 1, onde conquistou títulos na Fórmula 3 e Fórmula 2. Contudo, sua trajetória na principal categoria do automobilismo chegou ao limite rapidamente.
Contratado pela Haas para compor o grid por dois anos, Mick precisava administrar a corrida e não brigar por uma vitória, sendo este o motivo de sua queda de rendimento, o que agora ele deseja mudar: “Na Fórmula 1, os carros definem muito bem o que é possível”.
“Há tantos vencedores em potencial. Depende muito mais de você dar o seu melhor. Estou extremamente empolgado e acho que há muito o que esperar”, explicou o alemão sobre o ambiente da IndyCar.
Schumacher contou que ficou particularmente impressionado com o estilos das provas, com confrontos acirrados, porém sempre justos: “Me lembra um pouco dos bons e velhos tempos do kart. Muitas disputas lado a lado, talvez um pequeno toque aqui e ali. Os carros são bastante robustos, e muitos pilotos me dizem o quanto apreciam exatamente esse tipo de corrida.”
“Para mim, era simplesmente entrar no meu próprio carro, experimentar essa sensação e aproveitar as oportunidades que surgirem. Estou empolgado com as corridas e a diversão que elas proporcionarão”, revelou.
Durante a coletiva, o assunto sobre as provas em circuitos ovais entrou no meio da conversa, mas o piloto declarou que não está desanimado com elas, mesmo sendo perigosas.
“Claro que já pensei nisso. Mas o automobilismo é perigoso em geral. Não vejo por que uma coisa deveria ser mais perigosa que outra”, respondeu. Das 17 corridas desta temporada, seis serão em ovais, incluído Indianápolis.
“Jay (Frye, presidente da RLL) desempenhou um papel fundamental para tornar as corridas em circuitos ovais e a IndyCar em geral mais seguras. Tivemos muitas conversas sobre isso, e tudo me pareceu muito positivo”, explicou Schumacher.
Contudo, o piloto alemão faz questão de demonstrar respeito com os circuitos: “Não levo isso na brincadeira. As velocidades são insanas, estamos dirigindo incrivelmente perto uns dos outros. Mas aceito esse risco pela diversão da corrida”, finalizou.