Um dos maiores e mais polêmicos pilotos da história da Fórmula 1, Nelson Piquet possuía um dos maiores salários do grid na sua época nas pistas. Contudo, o tricampeão mundial aposentado em 1991, conseguiu ter mais dinheiro quando largou o macacão e colocou um terno.
Em entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo, em 2022, Piquet comentou que sua empresa chegou a faturar R$ 121 milhões em 2001. Já a expectativa do ano seguinte era chegar à casa dos R$ 200 milhões. É importante ressaltar que na época, seu negócio detinha 85% do mercado nacional, emprega 500 funcionários e, desde a sua fundação em 1994, crescendo anualmente entre 25% a 35% ao ano.
Quebrando um estereotipo dos ex-pilotos de Fórmula 1 aposentados, que são péssimos no ramo empresarial, Piquet foi bem sincero sobre a situação: “A diferença é que eu nunca tive uma babá, nunca tive um empresário. Sempre fiz os meus contratos e aprendi desse jeito”.
Após um acidente ocorrido em 1992, quando seu carro espatifou-se a 350 km/h no oval de Indianápolis, o tricampeão de F1, contou que ali teve seus ossos e tendões do pé esquerdo aniquilados: Aquela porrada foi um divisor de águas. Com o pé danificado, vi que não poderia pilotar nunca mais. Daí, ou eu trabalhava muito ou morreria pobre, sem grana.”
Focando sua atenção na tecnologia, Piquet criou a Autotrac, empresa de monitoramento de veículos via satélite. Seu negócio estava focado na segurança de caminhões, em um cenário onde o roubo de cargas estava aumentando, colidindo na alta do dólar, impulsionando os negócios do brasileiro. O ex-piloto chegou a dizer que nos oitos anos do negócio, ganhou mais dinheiro do que na época de F1.
“Se você for comparar a cotação do dólar, ganhei mais agora, como empresário. Se bem que naquela época tinha umas molezas, morava em Mônaco, não pagava imposto nenhum”, declarou Piquet.