Durante o velório de Ayrton Senna em maio de 1994, o comportamento das emissoras de TVs irritou os familiares do tricampeão brasileiro, levando até o irmão dele emitir uma nota comentando sobre o “Desrespeito à nossa dor”.
O brasileiro foi velado por aproximadamente 24 horas entre os dias 4 e 5 de maio de 1994, na Assembleia Legislativa de São Paulo. O corpo de Senna chegou ao Brasil pouco depois das 6hrs, com o sepultamento marcado para ocorrer no cemitério do Morumbi às 12h30.
A tragedia reuniu mais de 250 mil pessoas para as cerimônias fúnebres, com a atual namorada de Senna, Adriane Galisteu tendo pouco amparo, enquanto Xuxa era vista como a “viúva” real do piloto, principalmente por conta das ações da família de Ayrton.
Quando o corpo do tricampeão mundial chegou ao Brasil, o velório e sepultamento de Senna teve uma ampla cobertura da TV, sendo recorde de audiência em todo o planeta. Contudo, durante uma missa de corpo presente, apenas para à família, algumas emissoras decidiram rejeitar a ideia dos parentes.
“Com a parafernália montada, alguns profissionais deixaram as câmeras ligadas antes de deixar o local. A artimanha de deixar a câmera ligada foi percebida pela família, que tratou de tapar as lentes com pedaços de papel. Mesmo assim, as imagens e o som do culto puderam ser transmitidos ao vivo”, informou o Jornal do Brasil, na época.
Em nota, Leonardo Senna, irmão de Ayrton, comentou sobre a irritação pelo comportamento da imprensa.
“Nesse momento de profunda dor, gostaríamos de público agradecer a demonstração de carinho e respeito que o povo brasileiro manifestou na chegada ao Aeroporto de Cumbica e Assembleia Legislativa de São Paulo, onde o corpo do piloto está sendo velado. A grandiosidade desse gesto pode ser sentida não só aqui no Brasil, seu país, como em todas as partes do mundo onde o nosso Ayrton era querido. Isso deve-se também ao poder de comunicação da imprensa, grande responsável pela divulgação de seu nome e feitos durante esses anos todos de automobilismo”.